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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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27 Janeiro

Eu me lembro

Eu me lembro mais ou menos de um filme não muito bom do Khouri, "O Palácio dos Anjos". Mas me lembro bem que ele mostrava em longos close-ups a incrivelmente bela atriz principal, a francesa Geneviève Grad, que, ao que consta, sumiu do mapa depois desta aventura nos tristes trópicos.

(da série "Filmes Esquisitos" encontra "Je me Souviens")
19:22:23 - hubbell - 1 comentário

24 Janeiro

Eu me lembro

Eu me lembro do Steve Martin, numa apresentação do Oscar há alguns anos, dirigindo-se a Julia Roberts que estava na platéia: "Ah, Julia, Julia, tenho tanta saudade daqueles nossos longos papos telefônicos, horas e horas... Depois que você instalou o bina, nós nunca mais conversamos..."

(da série "Filmes esquisitos" encontra "Je me souviens")
07:44:00 - hubbell - Comentar

20 Janeiro

Stallone Cobra (1986)

Eu me lembro que o slogan do filme era "Crime is a disease. I’m the cure". E que num dos momentos de maior pujança lírica do filme, o Stallone tirava um pedaço de pizza velha da geladeira e mastigava fazendo acrobacias bucais com o palito que milagrosamente não caía daquela boca torta.

(da série “Filmes esquisitos” encontra “Je me souviens”)
16:19:46 - hubbell - 1 comentário

16 Janeiro

Encontrando Forrester (2000)

Depois de duas referências elogiosas na mesma semana (a primeira de um membro aqui da direção, a segunda no divertido – malgré lui – blog do Mário Bortolotto), decidimos conferir o tal “Encontrando Forrester”, filme devidamente evitado na época do lançamento por anteciparmos xaropada altruísta e edificante da grossa, ainda por cima cometida pelo mesmo Gus Van Sant do abominável Gênio Indomável (Good Will Hunting), de temática semelhantíssima. Pois bem, o tal “Forrester” não é de todo ruim, não, embora a discussão sobre o “ato de escrever”, motivo pelo qual o filme costuma ser elogiado, não contenha nenhuma observação dois tostões acima do caldo de galinha que não machuca ninguém. Mas bacana, mesmo, é uma anotação feita pelo personagem do Sean Connery num dos cadernos do garoto aspirante a escritor, a respeito de uma passagem qualquer do texto: "Indigno deste leitor" ("Unworthy of this reader"). Vale a pena retê-la para uso em ocasiões propícias – lendo este blog, por exemplo.
13:25:50 - Zeno - 6 comentários

10 Janeiro

Bartleby (1978)

Segundo o IMDB (www.imdb.com), existem seis versões, entre longas, curtas e filmes para a TV, da extraordinária novela de Herman Melville, Bartleby the Scrivener, publicada no Brasil pela Editora Record numa edição que traz um texto do Borges como prefácio (ele foi o tradutor da novela para o espanhol). Não vimos nenhuma das versões, mas gostaríamos muito de conhecer a de 1978, curiosamente dirigida pelo ator Maurice Ronet, o mesmo de um punhado de filmes magníficos nos anos cinqüenta e sessenta - o "Ascensor para o cadafalso" mencionado aqui no blog, "Trinta anos esta noite", "Sol por testemunha", etc. O próprio Ronet não atua no filme, mas no papel do advogado que narra a história do escrivão Bartleby, o homem sem qualidades que repetia ad nauseum uma única frase, "Preferia não fazê-lo", está outro ator de primeiríssima linha dessa mesma geração, Michel Lonsdale. Se alguém viu o filme ou sabe como conseguir algum tipo de versão (VHS, 16mm, etc), cartas pro blog, por favor.
07:24:00 - Zeno - Comentar

08 Janeiro

Deus sabe quanto amei (1959)

"Anjo ou demônio", citado aqui no blog semanas atrás, começa com o personagem principal na pindaíba, chegando de ônibus numa cidadezinha jeca americana. Deve haver quilos de filmes americanos que começam assim, mas o primeiro que nos ocorre é "Deus sabe quanto amei" ("Some came running"), dirigido pelo Vincente Minnelli em 1959. Minnelli é um dos queridinhos do panteão de Scorsese, como se pôde ver naquele extraordinário documentário sobre o cinema americano apresentado por este, mas nada consegue salvar esse "Deus sabe...". Mise en scène pesadona, tanto nos momentos "sensíveis", como a hilária cena da cabana, quanto nos "dramáticos" - o vermelhão da cena do parque de diversões, citada, aliás, pelo Scorsese. As melhores coisas são o retrato da hipocrisia interiorana, ainda que meio déjà vu, e um ou outro plano mais inspirado, além da esquisitice prazerosa que é ver um filme Cinemascope dos anos cinqüenta. Os atores estão todos ruins: Shirley MacLaine repete atuações passadas (poucas) e futuras (muitas), Dean Martin, recém saído do casamento com Jerry Lewis, dá a impressão de estar em outro filme e o Sinatra, bem, o Sinatra, no papel de Escritor Amargurado, não convence nem a mãe dele.
07:22:00 - Zeno - Comentar

06 Janeiro

Você viu aqui antes

A edição americana da Playboy, número especial que comemora os 50 anos da revista, lista as dez cenas de nudez mais memoráveis do cinema dos últimos vinte e poucos anos. Algumas escolhas são discutíveis, como sempre, outras são apenas ridículas (o monumento ao silicone Demi Moore em Strip Tease? Faça-me o favor!), mas está lá, firme na oitava posição, "Força Sinistra" (Lifeforce), ficção científica de Tobe Hopper que mereceu um post aqui no blog, seção Filmes Esquisitos de 29 de dezembro do finado ano de 2003.
09:09:51 - Zeno - Comentar

Ranking Billy Wilder

Gostamos de rankings e listas de todo tipo. Melhor cheese salada da cidade (não deixem de visitar os Gourmets do X-Salada, http://x-salada.blogspot.com/), dez motivos para parar de fumar, cinco melhores bares cubanos, duzentas melhores crônicas de Rubem Braga, etc. Instados por um amigo cinéfilo tão ou mais obsessivo que nós, resolvemos postar um ranking dos filmes que já vimos do Billy Wilder, num esquema de 1 a 5 estrelas (fomos generosos em alguns casos, por conta do tal "conjunto da obra"). Quem quiser discordar, por favor, a porta do blog é serventia da casa. Eis a lista: [Leia mais!]
07:18:00 - Zeno - 7 comentários

04 Janeiro

Billy Wilder encontra Erich Von Stroheim

Essa é verídica, contada pelo próprio Billy Wilder. Ele estava prestes a dirigir seu segundo filme nos EUA, "Cinco Covas Para o Egito", de 1943, e no elenco estava escalado o diretor e mestre Erich Von Stroheim no papel do Marechal Rommel. Quando eles se encontram pela primeira vez, Billy se apressa em pedir desculpas: "Senhor Stroheim, eu nem sei o que posso dizer, eu, um completo principiante, fazendo um filme com o grande Stroheim!". Stroheim permanece quieto. Billy, mais obsequioso: "Seu problema, senhor Stroheim, foi que o senhor esteve sempre dez anos à frente do seu tempo!!". Stroheim olha pra ele e comenta lacônico: "Vinte".
07:16:00 - Zeno - Comentar

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