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Editoriais

Estamos sempre mudando de opinião.


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28 Abril

Elogio da vagabundagem blogueira, ou Como esconder seu hollerith

"O ideal social do tempo do honnête homme [séc. XVII] pedia uma educação e uma atitude as mais universais possíveis; procurava-se distância de qualquer especialização, mesmo a do poeta ou do sábio; quem quisesse ter valor inteiro na sociedade, não deveria deixar transparecer as bases econômicas da sua vida, nem a sua especialização profissional, caso a possuísse; do contrário, era tido por pedante, extravagante e ridículo; só era permitido mostrar aquelas aptidões que também pudessem ser tidas por hobbies elegantes e que contribuíssem para o divertimento leve e agradável em sociedade."

Erich Auerbach, Mímesis

(da série “Cultivo bom é cultivo subsidiado pelo dinheiro público”)
11:22:24 - Zeno -

22 Abril

Pit bulls da informação

O amigo Mateus S. manda-nos por e-mail um artigo de Arianna Huffington, que não temos a menor idéia de quem seja (dê a ficha da moça, Mateus!), sobre o mundinho blogger e seus desdobramentos jornalísticos. Seu endereço na rede é http://www.ariannaonline.com/blog/index.php. Segue uma tradução caseira de alguns trechos:

"(...) O problema não é que as histórias que me interessam não estejam sendo cobertas; é que elas não estão sendo cobertas de um modo obsessivo que quebre o barulho do nosso universo de 500 canais de TV. Porque aqueles 500 canais não significam que tenhamos 500 vezes o exame e a investigação de histórias ou notícias que valham a pena. Significa que temos o mesmo embrulho de sabedoria convencional e estreita repetido 500 vezes. Como em 'Dean é um sujeito raivoso' [Howard Dean, o esquentadinho pré-candidato das prévias do Partido Democrata].

De modo paradoxal, nestes dias de comunicação instantânea e canais de notícias 24 horas, é na verdade mais fácil deixar passar uma informação a que poderíamos prestar atenção se as coisas fossem diferentes. É por isso que precisamos de histórias que sejam cobertas e re-cobertas e re-re-cobertas e cobertas novamente - até que estejam suficientemente filtradas para fazerem parte da corrente sangüínea cultural. [Leia mais!]
16:16:36 - Zeno -

10 Abril

Das coisas que não tolero II

A violência e o terror que impomos à população deste país são inadmissíveis. Não há mais como defender a política de metas, de juros e o que mais. Basta. O preço está alto demais. Basta.

23:25:24 - Mathieu -

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