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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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08 Março

shall we dance?

cabei de ver de novo o dito.
o original, desde 98, o japonez.

(pq teve um troço merigano despues)

agora c/ fontes das mais fidedignas.
e, pqp, que filme legal.

e que hora legal, então (é, os caras tavam começando a se quebrar, do sonho neolibê, td lá indo pro quiabo, a começar das relações) de fazer um filme desse.
além de belo, esse filme salvou 1ns milhão de casamento no jp de então.

só pelo bailar no fio da navalha entre tezão e amor.
e só, e só mesmo, por causa das mulheres.

continuava uma caretice fantasmando um monte de moleques, de várias idades, que nada tinham a ver c/ a m. daquela deseconomia existencial dos véio de então e de sempre.

(então, então, então, quanto então)

são essas as grande beleza: os cara, lá do japão, comendo o cinema italiano sobre o amor.

e sempre a respeito das mulheres, jamais fora disso.

viram o baile, do e'scola, e ficaram putos: qui caralho, cumé qui ainda num fizemo um traço desse aqui?

e deu nisso, um puro amor.
pelo fio das vossas navalhas verticais.
e faz quase 20 anos.
ai que delícia.

inda mais pq ainda permanece a pergunta do filme:
vc frequenta aqui por prazer ou por prática, bem...?
04:05:05 - George Smiley - Comentar

05 Março

Dois ou três pitacos sobre a Segunda Temporada de House Of Cards (2014)

Se havia alguma dúvida na primeira temporada, esta aqui deixa tudo às claras: é Macbeth, puro e simples, embora o pobre Bardo tenha escrito enxutas páginas (a peça tem a metade do tamanho do Hamlet, por exemplo) e a rapaziada que assina os roteiros do seriado tenha enfiado subplot atrás de subplot em 13+13 episódios. Mas, pqp, que espetáculo de Macbeth atualizado, esse.

[pausa pruma divagação: depois que o Kurosawa abriu a porteira, no superestimado “Trono Manchado de Sangue/Kumonosu-jo” de 1957, transpondo o Macbeth escocês pro Japão do século XVI, qualquer um com dois neurônios já pensou em fazer uma adaptação da peça para os mais diversos contextos, desde disputas no mundo corporativo, passando por versões ambientadas em favelas, até chegar no síndico do condomínio de um prédio, casado com aquela megera manipuladora. Que nada disso tenha resultado em coisa boa, e que o seriado americano saia ileso, já diz muito sobre suas qualidades.]

Agora, que fique claro: é uma bobagem, ou melhor, é diminuir a importância do troço classificá-lo como uma “série que desvenda os bastidores da política americana”, ou coisa assim. Pra isso, temos aí um desses West Wing da vida, que nunca vi e nem sei se vale a pena. É uma aula, sim, sobre o funcionamento de relações de poder e de negociação, sobre adequação do caso à regra e da implosão desta por aquele, sobre o debate entre leis e democracia, ou entre legalidade e exploração de limites, sobre a construção contínua do assim chamado “jogo político”, com todos os puxões de tapete e alianças de praxe, sobre como, em qualquer situação cotidiana, e não só na política institucional, tensões de mando e de subserviência são postas e desfeitas, enfim, sobre esse troço estranho chamado nossa vidinha – com a peculiaridade de que a vidinha em Washington parece ser um caso exemplar de Ellenbogengesellschaft, “sociedade da cotovelada”, expressão alemã de sucesso na década de oitenta, em que todo mundo se acotovelava pra poder vencer a concorrência e pegar o solzinho yuppie da época. [Leia mais!]
18:50:35 - Zeno - 4 comentários

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