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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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31 Março

Jules Dassin (1911-2008)

E morreu hoje o cineasta Jules Dassin. Ele não era um dos favoritos da casa, mas dirigiu filmes dignos (Thieves' Highway, Brute Force), muito bons (Naked City, Rififi) e pelo menos uma obra-prima, Sombras do Mal (Night and the City), que a gente resenhou aqui. Também comeu a Melina Mercouri, mas teve de fazer um monte de filme ruim com ela, depois. A ele, as homenagens da casa.
22:49:48 - Zeno -

24 Março

Vaca louca

E esse "na ponta dos cascos" do texto aí embaixo me fez lembrar da frase do Hitchcock, "Ator é gado", e atinar finalmente com a razão da idolatria das grandes estrelas de Bollywood.
07:10:15 - Zeno -

23 Março

Senhores do Crime (2007)

Com exceção da vida, que é sempre mais interessante (como notou Mike Leigh no melhor segmento do Cada Um Com seu Cinema, Chacun son Cinéma), não conheço melhor programa paulistano nos dias que passam do que uma ida ao filme de David Cronenberg, Senhores do Crime (Eastern Promises), em cartaz em algumas más salas do circuito, Cine Bristol, por exemplo. Corte. Janeiro, férias, leitura de areia: Shutter Island, Paciente 67, de Dennis Lehane (o mesmo de "Sobre Meninos e Lobos"). Termino o livro, que às vezes grita em demasia por uma adaptação para cinema, penso no final mandrake que consegue funcionar como álibi para as falhas anteriores do livro e penso também que já li coisa parecida, talvez no Invenção de Morel, do Bioy Casares, mas faz tanto tempo que posso estar enganado. Corte. Duas semanas atrás um amigo caridoso comenta: "Li um livro sensacional, Paciente 67, cê conhece? O Scorsese vai filmar!". Uma imdbada depois, descubro que o roteirista vai ser um tal Steven Knight, o mesmo que fez o roteiro original do último filme do Cronenberg. Corte. Hoje, festa bíblica, um bom dia para dar prosseguimento às reverências que o Cronenberg sempre mereceu ("o melhor cineasta da sua geração", a mesma dos Spielbergs, Scorseses e Lynchs, segundo o bom crítico J. Hoberman), com a ajuda da razão extra por conta do roteirista a conferir. E o roteiro é estupendo, mesmo. Tanto, que você às tantas percebe o pulo do gato de não se tratar, em absoluto, de uma história de máfia russa, ou pelo menos só de modo acessório (como "Apocalypse Now" não é um "filme sobre o Vietnã", nem "Cassino", talvez a última grande bola dentro do Scorsese, um filme sobre, hã, "cassinos e a máfia italiana"). Há a obsessão costumeira de Cronenberg por corpos e por aquela violência que realmente faz o espectador se sentir mal, do mesmo modo seco e com a mesma ambigüidade mostrada em seu filme anterior, "Marcas da Violência", mas com o ganho de não se basear em gibi como ponto de partida. Jogue ainda no liquidificador um bando de atores sensacionais, na ponta dos cascos, Viggo Mortensen e Armin Müller-Stahl puxando a fila (até o Vincent Cassel está incrível), e delicie-se com uma bela demonstração de inteligência fílmica, drinque que anda cada vez mais ralo nos bares da sétima arte.
23:15:00 - Zeno -

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