:: home :: posts passados :: etilíricas :: je me souviens :: microcontos ::


A Busca do Graal

Incursões etílicas que não poupam esforços para determinar a exata localização do Bar Absoluto.


.:: mês anterior :: :: :: :: October 2004 :: :: :: :: próximo mês ::.

20 Outubro

Astor

O Astor é um bar a la Erich von Stroheim, aquele cujo slogan publicitário, no tempo em que ele ganhava a vida como ator em Hollywood, dizia "The man you love to hate". Confesso que gosto de falar mal do Astor, e sempre dou um jeito de ir lá pelo menos uma vez por semana para, hum, conferir e atualizar minhas maledicências. A comida é excelente, às vezes superlativa. As bebidas preparadas, corretíssimas. Tem ostra. É caro, ou pelo menos mais caro que a média dos botequins freqüentáveis. Tem chope-com-colarinho-falsificado, que virou regra em praticamente todos os bares paulistanos que alardeiam "chope cremoso". A clientela é de quinta, uma gente esquisita, sôfrega de paquera, que desfila seus outonos recauchutados à base de muita acadchimia, pôncio pilates, bronzeamento cremense e iôuga. Saudosistas reclamam que lá funcionava o Marina Grill, bar/restaurante com a melhor janela-de-pôr-do-sol da cidade (à direita da entrada, no canto), imbecilmente tapada depois da reforma que gerou o Astor. Na contabilidade geral, um segredo balança as coisas a favor do bar: de segunda a quarta, às vezes quinta, dá pra pegar uma mesa na parte do baixo, geralmente vazia, pedir a garrafa de Juanito Andarillo Rojo do John Self, aqui do blog, que está lá em sua 17o. encarnação (a garrafa, não o John), refestelar-se no sofá e ouvir a excelente seleta musical-jazzística do som ambiente, coisa impossível na estridência aflitiva do andar de cima

Nota: 9 graals pro andar de baixo, 5 pro de cima, 8 pra comida e 3 pra fauna. A média aritmética, claro, varia conforme o nível de álcool consumido.
11:56:38 - Zeno -

.:: mês anterior :: :: :: :: October 2004 :: :: :: :: próximo mês ::.