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the sons and the sentidos

soube no nassif - que, provavelmente inspirado na argúcia investigativa da editoria (o corretor aqui pergunta se não é edito ria...) do bloque, vem boxing helena a vezjga - que o grande araken peixoto se foi, mudou de bar, deve estar no harry's, ou no beco das garrafas.

que pena, didjei-manda, que pena...
ou melhor, que trompete, que p. trompete era o cara.
(segui o corret-orto daqui, mas ach'que té errado, pra'mim é trumpete)

lembro certa feita, já há muitos anos atrás, a família reunida feliz, o clima festivo no ambiente inteiro -o bayuca jardins, aquele de mulheres rápidas e cavalos lentos, lugar encantador- onde podíamos passar horas agradáveis atendidos por gentis anjos da guarda discretos e eficazes em seus summers, a apreciar a bela paisagem humana, atacando e sendo atacada, e a assistir milhões sendo perdidos ou ganhos por amor à calças nobres e causas idem, enfim, lugar muito aprazível prum colóquio familiar clássico e moderno.
era musical a frequencia então, e ouvíamos sempre hinos locais num trio jazz-bossanova-mpb de escol (assim mesmo, copidesque, lá fermentadoshenriquescardosos eram, curiosamente, mortos à porta), onde um dos sucessos mais apreciados pelas damas era 'miss saigon', mote de muitas lambranças amoroso-hecatômbicas das presentes.
- consta que o tema lírico da canção, pelas minhas incursões junto ao público feminino, era de autoria, como direi, pública ou coletiva, onde jamais me precisaram sequer um, que fosse, 'o' objeto de tão emocionadas interpretações, sim, pois as jovens e nem-tão, cantarolavam todas quase uníssonas à banda, na mais profunda emoção coletiva...
alguns dos jovens, e nem-tão, convivas também, parece, a tinham em alta conta.
mas fujo ao principal, o trumpete mágico do sr. araken peixoto*.

estávamos lá então, animados numa algaravia mesclada de risadas, acordes discretos porém animados, o tilintar de bandejas, copos, pulseiras e rollexes tonitroando alegremente, quando, fantásticamente, surge - do meio do broohahar, um brilho dourado - um objeto brilhando e harmonizando todos aqueles sons e sentidos.
ele começa gentilmente, a banda 1º sente, a seguir ouve, modula ritmo e melodia, depois confirma o que viu entrando e saúda elegantemente se colocando 'na cozinha', pq. um mestre havia chegado pruma jam-session, coisa que nunca imaginei que veria nessa vida.

minhanossa, como esse evocativo é verdade, everyday.

dali práfrente, só lembro direito 2 coisas:
essa família cauby é fodassa e o araken é principal na coisa. e onde se acha mais disso.
uma 3ª foi que meu pai convidou ele prum whisky à mesa, aceito na mais singela alegria, e que conversou c/ todomundo até eu, ouviu e contou várias piadas, e seguiu, qual belonave adentro daquele mar de oportunidades.
e eu, desse papo todo, ñ lembro picas, quiputaimbeciu.

*essa é dedjicada ao meu índex sonoro preferido, nossa agulha, desd'o abandono do tio, presumo que por cau(dúvida crudelissima, cedilha ou esse...)as maiores.
posted at 22:35:58 on 21-02-2008 by George Smiley - Category: Je me souviens


Comentários

DJ Mandacaru wrote:

Trompete, trumpete, pra mim os dois estão certos, embora o Aurélio discorde. Errado mesmo é o Araken se mandar. Quem não conhece - ou quer matar a saudade - vá lá no Loronix ( http://loronix.blogspot.com/ ) que tem "Um Piston Dentro da Noite", de 1986. Falar nisso, piston ou pistom? (Num deixa o Pinto e o Sassa entrarem na polêmica).
22-02-2008 10:16:49

Zeno wrote:

Beleza de texto, deu rpa ouvir o tilintar dos copos até por aqui.

Mas e essa história do Miss Saigon? Que diabo de música era?
22-02-2008 10:27:02

luiz franz wrote:

Miss Saigon que eu conheço é um musical broadwayniano. Tem também a Miss Sarajevo, com o Bono e o Pavarotti, mas essa não se cantava nos antigamentes.

Sim, belo texto.
22-02-2008 11:15:50


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