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Resenha de Quatro Palavras


Colateral:
O bra pri ma

(para mais resenhas, créditos e explicações, veja aqui e aqui)


posted at 21:46:18 on 01-09-2004 by Zeno - Category: Filmes esquisitos


Comentários

Dr.P wrote:

Assim não é possível...!
Vou cancelar minha assinatura desta birosca!
02-09-2004 09:38:57

Zeno Arósio wrote:

E se a gente oferecer 200 minutos de graça, mais 50% de desconto nas ligações para o Rio, Fortaleza e Oslo?
02-09-2004 11:09:24

Dr.P wrote:

Seguinte: até metade do filme, mais ou menos, o troço vai de mais ou menos a bem. Depois, ali pela hora do tiroteio na boate sem uma revista ou detetor de metais, vira "Missão Impossível". Não bastasse, depois vira "Exterminador do Futuro" - ela não exatamente morre no fim, apaga. Tom Cruz não é tão ruim quanto Arnoldo e Suas Nêga, mas continua atuando em cima de esgares e rabissacas. Obra prima de c* é r***! Quero de volta meu dinheiro das atualizações faltantes deste blogue!
02-09-2004 21:11:53

unilateral wrote:

Olha, vai ter que explicar... Pode gastando a sua salivinha, meu bem.
03-09-2004 20:14:09

morte em veneza wrote:

Deu no Uol 03/09/2004 http://cinema.uol.com.br/ul...

"Tinha que ter uma aparência anônima, de pessoa difícil de identificar. Altura mediana, cabelos grisalhos, terno cinza, camisa branca, como milhares de empregados, para que ninguém o note".

Sei, sei. O cara nem teve coragem de deixar os cabelos brancos aparecerem - colocou uma PERUCA.
"O ator americano, que há quatro anos participou da mostra com sua ex-esposa Nicole Kidman para apresentar a última obra do lendário Stanley Kubrick, desta vez desfilou como um dos solteiros mais cobiçados, sedutor e belo."

Belo, belo e burro. Há que goste.

"Me pareceu um personagem encantador e por isso aceitei. Me preparei cinco meses, fiz exercícios para aprender a usar a arma de maneira automática. Se até agora não interpretei vilões não era porque não queria. Escolho meus personagem segundo a história, segundo sua consistência, de maneira que o espectador realize uma viagem no filme",

Encantador, diz ele. Que vota no Bush e faz campanha.
03-09-2004 20:23:58

Agent Provocateur wrote:

O que vem agora? A resenha de "Predador vs. Alien"?
04-09-2004 14:25:12

Zeno wrote:

Ah, essas meninas e meninos...Vamos lá, algumas ideiazinhas, em consideração à seleta audiência:
--a partir de um fiapo de história, passível de resumo em uma linha e meia, o roteiro consegue construir situações que despertam o interesse e personagens que evoluem ao longo das duas horas, a ponto de se dar ao luxo de esquecer um cadáver no porta-malas porque ele será útil para resolver um nó dramático lá na frente: como fazer o taxista se tornar um homem de ação?
--a relação taxista/assassino é uma variação que não se leva a sério do tema especular do Outro, a partir do pontapé inicial que é o fato de ambos estarem presos às suas situações de vida/escolhas profissionais. No jogo de identificação e alteridade entre taxista e assassino, pelo menos três cenas são magníficas: a do encontro entre o taxista e o Javier Bardem, em que aquele começa o processo de transformação em outra pessoa (até com os maneirismos de Cruise), o diálogo dos dois sobre Doutor Freud e a conselheira de auto-ajuda, com desafios de identidade mútuos, e a freada do taxista diante dos lobos, cinzentos como o personagem de Cruise, em que este estampa no rosto a surpresa e o respeito pelo fato de o outro ter o reconhecimento necessário, mesmo numa situação de risco de vida (ele não poderia ter freado), da selvageria primitiva presente no lobo e no assassino.
--outros mimos incluem o fato de ser o próprio taxista o transmissor da sentença de morte da promotora, ao levar para Cruise o memory key com os dados das duas últimas vítimas, e a homenagem a Hitchcock na busca, por parte da polícia, de um falso culpado que se enreda cada vez mais nos crimes.
--que outro filme americano recente tira o sarro daquela babaquice dramatúrgica tradicional das justificativas psicológicas para as ações dos personagens (“quando eu era garoto, minha mãe fugiu de casa”; “meu pai bebia”, etc)? Aquela risada do assassino após a “confissão” da morte do pai arrepia qualquer um com o mínimo de benevolência.
--ninguém mais poderá fazer tomadas aéreas de Los Angeles sem pagar tributo a Michael Mann. A fluidez das cenas externas, ajudada por uma trilha sonora que se desdobra em três, às vezes quatro camadas, dialoga com os enquadramentos absurdos das seqüências dentro do táxi, onde o tradicional plano-contraplano é substituído por molduras improváveis no interior do plano.
--só um sujeito que gosta de resolver encrencas auto-impostas para jogar, num mesmo tiroteio, cinco forças conflitantes (os capangas da vítima, os capangas de Bardem, a polícia, o assassino e o taxista) e sair da refrega ileso, isto é, fazendo a platéia acompanhar com interesse o que vai sair desse imbróglio. [Se a seqüência da discoteca é estupenda, o mesmo não se aplica ao clube de jazz, que foi incensado pela crítica e que não me entusiasmou muito – exceção feita à revelação de que o dono era o alvo].
--a seqüência do tiroteiro no escritório às escuras é lindíssima, idem para o enfrentamento no metrô, com o Cruise morrendo a la Eliot, “not with a bang but a whimper”. [pra comparar, veja o que um cineasta menos capacitado faz com o mesmo cenário do metrô de Los Angeles na refilmagem do “Italian Job”, com o Mark Wahlberg].
--pra não dizer que sou só eu o maluco aqui, duas citações de memória, dos jornais das semanas passadas: Scorsese, numa entrevista aos Cahiers, dizendo que Heat, do mesmo Michael Mann, é o melhor filme americano da década de noventa (declaração vinda do sujeito que, em minha modesta opinião, fez o melhor filme americano da mesma década, Cassino); a outra, de um ex-colaborador dos Cahiers e atual diretor de cinema, em visita a São Paulo por ocasião do festival de curtas, que disse que “ninguém, no cinema atual, tem a mise-en-scène e a iluminação de Michael Mann”.
--tô cagando pro fato de o moço ser eleitor do Bush, se é que é – Barbra Streisand apóia há três décadas os democratas e isso não faz dela uma pessoa mais suportável. Quanto à frase da “aparência anônima”, ela é do diretor, não de Cruise, e eu suponho que a decisão da peruca tenha sido de Mann – se é que isso é relevante.
--acho que vou adorar "Predador vs. Alien"...
08-09-2004 11:20:56

Sorel wrote:

Cool... o garoto mostrou que sabe de cinema, mas precisava ter contato o fim?
08-09-2004 11:29:43

John Self wrote:

waalll.
o cara despejou toda a ppotencia na saída da curva e abriu 2 voltas.
10-09-2004 15:46:14

angel wrote:

obrigada, mon cher, bem gasta a sua saliva. Bom contra-argumento com a Bárbara. De qualquer modo, sou fã dos cabelos brancos... (ah! as aéreas de Los Angeles são mesmo lindas, você tem razão).
10-09-2004 17:34:46

Zeno wrote:

E eu estava esperando que um dos reclamões aí de cima desse o ar da graça - o que a gente não faz para conseguir a atenção da audiência...
10-09-2004 17:37:40

snif wrote:

Ué, mas não gostou do elogio?
10-09-2004 17:46:41

Zeno wrote:

Gostei, gostei sim. E gosto do nível da mesma audiência, que faz valer a pena gastar os bytezinhos não-remunerados. O que me lembra do dia em que me convidaram pra essa joça e minha resposta foi: "De graça eu só escrevo e-mail". Pffiui.
10-09-2004 17:51:14

Zeno wrote:

Mais uns pitacos, depois de uma revisão:
--os logos da Paramount e da Dreamworks aparecem em prata, que é um dos motes visuais do filme.
--no início, mais de um endereço (dois, três?) mencionado contém a palavra Union, brincando com a relação que se estabelecerá entre cliente e taxista.
--no alto do táxi, há uma propaganda luminosa de cosmético que mostra, de um lado, uma mulher negra, de outro uma branca.
--corrigindo o comentário acima, na cena da boate há sete forças concorrendo: capangas de Bardem, capangas da vítima, a vítima, os federais, o policial "do bem", o assassino e o taxista. O número sobe para oito se lembrarmos que o taxista é confundido com o assassino.
--os amigos da verossimilhança cobraram a "sorte" de Cruise ao perseguir o casal no metrô ("Como ele soube qual caminho?", etc). Lembro a eles que a simbiose - perdão - entre os dois personagens principais já está tão estabelecida que permite a Cruise "pensar" como o outro, o que ele "faria", etc.
--pra encerrar, uma citaçãozinha de cabeça de uma resenha recentemente lida nos Cahiers sobre o lançamento de "Ali", de Michael Mann, em DVD na França: "Há que se separar os Mann: de um lado, Delbert e Daniel, os esquecíveis; de outro, os bons, os cineastas, Anthony e Michael."
13-10-2004 18:53:15


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