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Jornada nas Estrelas - Além da Escuridão (2013)

Podemos inventar nova categoria de apreciação estética das artes cinematográficas? Sim? Então vamulá: Star Trek - Into Darkness é o filme que mais me fez suar no cinema, em cinco décadas de peregrinação cinéfila. Literalmente saí da sala com a camisa empapada, com ar condicionado funcionando e tudo o mais. Cada uma das seqüências de ação, e são muitas, quase todas boas, muito boas ou simplesmente sensacionais, parece ter sido decupada e montada pra provocar o máximo de tensão, o máximo de desespero, o máximo de ficar na ponta da poltrona. Não me lembro de outra máquina de diversão tão azeitada assim, e esse é exatamente o ponto: é difícil julgar o troço, visto num IMAX 3D com som perfeito, com categorias estéticas tradicionais, um pouco a mesma sensação quando se falou do Avatar aqui no blog. Trocando em miúdos, a sinestesia pura está aquém das categorizações fornecidas pelos conceitos. Daria até pra fazer um reparo ou outro quanto à linguagem, excesso de close-ups, por exemplo, vício da origem televisiva do diretor e que já tinha transformado o Missão Impossível 3 num telefilme pesadão. Ou a droga do foco que oscila mais que direção de passeata em SP, mas talvez a culpa seja da câmera trambolho do Imax, porque o mesmo defeito dava pra ser visto no horroroso Batman 3 do Christopher Nolan.

Mas a sinestesia é só metade da história. A outra metade é o prazer de ver o filme na estréia, junto do público nerd, geek, trekker, o escambau, de todas as idades, incluindo umas quinze, vinte cabeças branquinhas, branquinhas, o que suscitou a seguinte pergunta de minha esposa Íris: "Quinem show do Black Sabbath?". Exatamente quinem. Durante as cenas, hum, emotivas, e de novo há várias, deitando e rolando na mitologia da série, dava pra ouvir em alto e líquido som o soluçar da platéia, incluindo este que vos fala, obrigando um monte de marmanjo, véio e novo, a enxugar os bacanudos óculos 3D do Imax. Ou outra diversão, que foi ouvir o cinema inteiro, em uníssono sussurrado, declamando as palavras imorredouras, míticas, "Space: the final frontier. These are the voyages of the starship Enterprise. Its five-year mission: to explore strange new worlds, to seek out new life and new civilizations, to boldly go where no man has gone before.", com a ligeira modificação, em tempos de correção política, para "where no one has gone before".

Enfim, e pra resumir: foi o máximo. Tem gente falando mal, tem gente com argumento boboca, tem gente falando bem. Mas vá, veja, de preferência no Imax, e dê seu palpite. E uma última provocacão: chupa, Star Wars!

posted at 19:57:05 on 16-06-2013 by Zeno - Category: Filmes esquisitos


Comentários

g. y los bósons de hics wrote:

oba.
e é isso aí.

buteco bom de frequentar é 'aonde astuciosamente nenhum homem jamais foi.'.
seja aonde for no universo.

e ainda ter p/ quem dizer:
'scotty, tire-nos daqui.'

ninguém nunca que entendeu o sentido profundo dessas coisa.
17-06-2013 00:40:51

g. y los teleproteses, oops wrote:

e, juntando tudo, como sói acontece nessa bagaça:
'teletransporte grátis p/ todos já.'
17-06-2013 00:43:43

GUIJA wrote:

Ainda não apreciei, mas empolgou o relato fisiculturístico, ainda que, convenhemos, em constatação final, que pra lucas andarilho dos céus chupar não precise de tanto.
19-06-2013 11:47:24


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