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Corpos Ardentes (1981)

Outro filme de cabeceira, a releitura fake e inteligente dos filmes noir feita pelo Lawrence Kasdan, com o William Hurt, ainda com cabelo, no papel de Banana, e Kathleen Turner, antes do regime de engorda, no papel de Gostosona Traiçoeira (a certa altura ela diz pra ele: "Você não é muito inteligente. Gosto disso num homem"). O filme é cheio de rimas visuais, tem uma trilha sonora jazzística do Mestre John Barry e diálogos que poderiam ter sido escritos pela dupla Billy Wilder/Charles Brackett. É tudo tão bom que até o Ted Danson está sensacional, como um promotor de quinta que passa o filme dando pulinhos e sonhando em ser Fred Astaire.

Mas falemos de uma cena, logo no início do filme, que mostra os dois protagonistas num bar, naquele conversê de quem quer trepar mas ainda não descobriu como, ou quando. Ela fala qualquer coisa sobre as insatisfações da vida cotidiana, e pergunta se ele sabe como é essa sensação, ele: "O que eu sei é que às vezes a merda cai tão pesada do céu que eu sinto que deveria usar um chapéu". Eles riem, dão as mãos e se apresentam. Ele se assusta com o calor da mão dela, ela explica: "Minha temperatura sobe alguns graus no verão", ele: "Talvez você precise de uma regulagem", ela: "Não me diga - e você tem justamente a ferramenta certa pra isso!", ele: "Eu não uso esse tipo de linguagem!". É claro que em inglês isso soa muito mais witty. Mas se servir pra estimular uma ida à locadora mais próxima, tá valendo.
posted at 18:42:44 on 20-11-2003 by Zeno - Category: Filmes esquisitos


Comentários

Puntoni wrote:

Aquela cena da Turner dentro de casa, toda trancada [inclusive a casa] com o Hurt desesperado pelo negocio, quando, finalmente, ele resolve arrebentar a porta e tudo, beira o histérico...
24-11-2003 19:15:41

Zeno wrote:

E o pior é que ela arfa o tempo todo e depois diz a ele, deitada no chão, algo como "Do it, Ned", ou então "Do me, Ned"... Pegô pessádo, como diria o outro.
24-11-2003 20:56:21


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