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15 Abril

Sebos do Brasil, uni-vos

De estantes entende o Zeno. De comprar livros, entende menos.

Eu deixo de papo e recomendo, com atraso, a Estante Virtual, 478 sebos (e aumentando mais), com buscas setorizadas e profissas. Já consegui um livro do "gênero" está esgotado e outro que não tem no Brasil, a preços módicos. E procuro outros na sensacional "Busca Offline", mas aí é coisa de gincana.

Em tempo: apesar disso, a coleção do Machadão continua mais barata (e caindo mais) na Fnac. E eu não ganho um conto de real por dizer isso.
21:10:01 - Pinto -

28 Novembro

O consultor e o renascentista

Um cisma epistemológico intestino iria privar a nanoaudiência de um dos debates mais interessantes já travados na redação deste botequim —caso não se tornassem públicos os trechos abaixo, devidamente editados retirando-se as juras de amor e ódio e as declarações auto-incriminatórias. Digam lá se desde "A obra de arte na época da reprodutibilidade técnica" vocês tinham lido algo tão instigante sobre o assunto? Eu mesmo me assusto e me comovo com ambas as possibilidades descritas a seguir.

O RENASCENTISTA: Isto é procedimento epistemológico, ou seja, não tem nada a ver com século passado, e sim com todos os séculos: a idéia de acervo ajuda a construir conhecimento, contribui para a apropriação/manipulação das representações que temos do mundo. Nada, repito, nada (nem mesmo um jornalismo ou um pensamento google) substitui o olhar que passeia pela estante dos livros (e dos filmes, e das canções) empoeirados e identifica idéias, conexões, lembranças etc. Vou morrer antes de ler, ver e ouvir tudo que tenho aqui. Que bom.

O CONSULTOR: Tenho certo carinho por esse pensamento, essa idéia de "ter" o que o mundo produziu para passar o olho na estante e... ver! Talvez um dia vocês percebam como é vã essa tentativa. O que o mundo produziu não cabe mais numa estante. Nem num HD. E se você depender de passar o olho para identificar as idéias, conexões e pensamentos, estará desprezando a maior parte do que já foi feito e produzido. Meninos, o mundo mudou, as idéias não têm a mesma origem ou morfologia. E, sim, é uma questão essencialmente epistemológica, só que do século XXI, não do XVIII. Isso aí tem mais a ver com fetiche, e não há nada de mal nisso. E não tô falando de Marx, tô falando de fetiche mesmo. Não é preciso carregar a informação com você, ter sua informação "particular". Não há nada mais anacrônico que pensar em "informação particular". Agora a questão é ter acesso, e isso vai além da sua estante ou do seu HD. Os livros e os discos estão lá, já foram escritos e produzidos, quer vocês leiam ou não, quer vocês escutem ou não, os vejam ou não, acessem ou não. Se quiserem colecionar idéias na estante (sem demérito, também tenho uma pequena coleção de livros e músicas), tudo bem, é um meio tão bom quanto qualquer outro, mas estarão entregues a uma eterna insatisfação. Não é mais possível ter uma biblioteca ou videoteca ou discoteca que equacione a disponibilidade e a produção atual e passada com nossos gostos ou vontades. Num mundo onde o acesso é infinito, também teria que ser infinita a estante. Cauda longa. Os últimos cinco anos produziram cinco vezes mais informação do que toda humanidade produziu até então.
23:08:22 - Pinto -

20 Fevereiro

Contando livros na estante

Unamuno (ou Umberto)
Dostoiévski (ou Donne, dos Anjos)
Trevisan (ou Telles)
Castro (ou Caio, Castells, Calvino, Cabral, Chatwin, Camões)
Singer (ou Simenon, Simmel)
Sagan (ou Céline)
Auster (ou Otto, Ovídio, Auden)
Norman (ou Nietzsche, Newton)
Descartes (ou Denser, Dick, Dyson, Dias)
16:55:39 - Pinto -

19 Julho

Acerca de estantes (um post confessional)

A propósito do comentário do César Maia (como gestor público, o melhor blogueiro do Brasil) sobre a estante do governador Beócio Neves, que de tão impecável "parecia de novela", aqui vai um post confessional, no melhor estilo Querido Diário.

Outro dia fui ao recém-ocupado neo-cafofo do companheiro Zeno e dei com suas novas estantes. São esmilingüidas, mas o conteúdo é robusto. Aí reparei que os livros estavam numa certa ordem e fui doutrinado para fazer o mesmo em casa: uma mistura alfabético-cronológica, que supostamente deixaria o leitor mais culto só de admirá-las: sem ao menos abrir um livro, já seria possível saber que Stendhal nasceu antes (ou seria depois? bom, dependendo de onde se olha...) de Goethe, e por aí vai.

Todo pimpão, cheguei no meu recém-ocupado neo-cafofo e quis fazer o mesmo, cautelosamente propondo a idéia à minha "significante-outra" —que é psiquiatra, donde a vida conjugal comigo.

Ela não apenas não topou, como passou a ter certeza de uma coisa e irá investigar uma outra:
1) a certeza é a de que o cara que arruma uma estante assim só pode ser acometido de transtorno obsessivo-compulsivo;
2) ela vai investigar se TOC pode ser contagioso.
20:09:12 - Pinto -

19 Setembro

Prestigiando a prata da casa

Pink Flamingo

Já saiu a edição 2008 desta obra seminal, de autoria de um dos maiores especialistas em cinema do Brasil, que modestamente se assina "Zeno" neste humilde blogue.

Segue como nossa recomendação de compra, nem que seja como decoração da estante ou mesa de centro.
23:31:39 - Pinto -

07 Julho

Aderi ao troca-troca

Trocando Livros, uma boa ideia. Tem gente que faz até com outras coisas, né? Com livros, posso garantir, é bacana.

Com isso e mais a Estante Virtual pode ser que um dia as editoras resolvam baixar o valor dos lançamentos e melhorar suas traduções.
10:30:00 - Pinto -

05 Março

Tão triste como ele

Desde que os 47 Contos do Juan Carlos Onetti foram lançados, no fim do ano passado, estamos devendo uma resenha à altura do impacto absurdo que a leitura nos causou/tem causado/ainda vai causar pelos próximos anos, a confiar no que diz o autor do belo prefácio da edição da Companhia das Letras. Enquanto isso não acontece, queríamos deixar a preciosíssima dica de um site espetacular, garimpado nas águas da rede por conta desta paixão onettiana recente, que é o Onetti. Juan Carlos Onetti, com tudo, absolutamente tudo sobre o escritor uruguaio, e ainda por cima com o melhor layout de site que vimos nos últimos tempos: todas as informações arrumadas à esquerda, com menus perfeitos, navegabilidade limpa e direta, trabalho abnegado de fã modestíssimo (não conseguimos localizar os créditos de autoria), de tirar o chapéu. E o endereço do site, então, é puro trocadilho onettiano: onetti.net. Cliquem, cliquem, cliquem: não há rigorosamente nada mais importante a se fazer nesta segunda-feira do que passear pelas páginas do site.

E de quebra, um protesto de quem já foi acusado, aqui no botequim, de mania de arrumação de livros: quando comprei o livro de contos, eumesouviei de ter um romance do Onetti em casa, comprado ainda na década de oitenta, mas chequei na seção da estante de livros latinoamericanos e nada. Devo estar enganado, Tico e Teco enferrujados, etc. No fim de semana, resolvi arrumar a parte da estante com literatura brasileira e eis que o Junta-Cadáveres pula à minha frente, ultrapassando com galhardia os muitos volumes do Graciliano e do Machadão. Moral da fábula: quem tem TOC ganha sempre livros novos-antigamente-desaparecidos.
13:00:56 - Zeno -

01 Agosto

Ainda o mesmo assunto

— Bacana essa tua estante. É italiana?

— É. Da Ordinare.

(o assunto? aqui e aqui)

(crdt nena)
07:03:00 - Zeno -

27 Setembro

Gap geracional

Meu filho de dois anos pede autorização para brincar com os foguetes, hã, naves espaciais, dos Thunderbirds, honrosamente pertencentes ao pai e na família há várias décadas (hum) enfeitando a estante. Com o Thunderbird 1 nas mãos, ele pergunta: "Como brinca de foguete?". Descubro que a minha geração esteve inextrincavelmente (perdão) imbricada com a tal corrida espacial dos anos sessenta e que naves, foguetes, apollos e lua estão a anos-luz (com trocadilho) da atual geração NASA-sem-dinheiro. Envelheci mais um tanto ao me lembrar daqueles foguetes que a gente enchia com água e que decolavam com a pressão de uma bomba, um brinquedo sensacional que não faria o menor sucesso hoje. Piorei eu, as crianças atuais, os brinquedos, os videogames high-tech ou a sociedade pós-fordista como um todo?
16:11:04 - Zeno -

10 Setembro

Mais uma homenagem

E mais um obituário, atrasado como sói: há duas semanas morria Geraldo Mayrink, jornalista velha guarda, crítico de cinema dos bons, e padrinho involuntário da nossa seção Je Me Souviens: ele é o co-autor, junto com Fernando Moreira Salles, daquela pequena obra-prima chamada Memorando. Trombei outro dia com uma epígrafe batuta, tirada do Augusto Frederico Schmidt, e que vai como nossa homenagem ao Mayrink: "A tua infância/É a minha infância".
09:20:44 - Zeno -

26 Julho

Roda, roda e avisa

Posso fazer uma recomendação? Então deixa eu dizer que Faca e Livro dos homens, de um cabra chamado Ronaldo Correia de Brito, impressionam. É "literatura regional", como quer a crítica paulistina, para quem é "regional" tudo o que extrapola o perímetro do umbigo. Por esse critério, Rosa e Veríssimo, o pai, seriam regionais, e Paulo Coelho, se fizesse literatura, também o seria. Mas digressiono, digressiono. Retomo o assunto para completar: desde "Sagarana" não se via nada tão pungente, sem querer ser herético nem reducionista, mas também deve ser eu, que leio pouco.

Em tempo: ambos saíram pela CosacNaify, o que por si é garantia de uma edição primorosa, coisa de enfeitar estante, que nem carecia de conteúdo.

Leia ontem.
08:33:09 - Pinto -

17 Setembro

A pausa que refresca

Gênio absoluto

Nossa ignorância só não é maior que nossa vontade de saná-la, ainda que à tardinha. Topamos com isso aí em cima na Livraria Cultura, ao salgado preço de 70 pratas por cada, mas como sai por trinta doletas lá nos States, o "câmbio-livro" até que está camarada. Os caras da tal Fantagraphics estão editando todas, repetindo, todas as tiras do Schulz, num megaprojeto iniciado em 2004 e previsto para terminar em 2016, com um total de 25 volumes publicados. Os dez primeiros já saíram, cobrindo os anos de 1950 a 1970. Se nem é preciso dizer que o Schulz foi o maior gênio da ingrata arte seqüencial, vale então um jemesouveio rápido: por conta de um amontoado de edições porqueiras nacionais, com os direitos pulando de editora em editora com desleixos maiores ou menores, passei boa parte dos meus vinte anos caçando as diferentes edições em sebos, xerocando (!) as de amigos e abnegados, comprando o que aparecia de novo, etc. Guardo até hoje, num canto da estante, os gibis, as pilhas de xerox e uma caixa de plástico com as tiras soltas, recortadas do Jornal da Tarde do início dos anos oitenta. Tinha, então, a firme crença de que aquilo não era só uma boa, ou ótima, tirinha em quadrinhos. Era uma porta de entrada privilegiada para questões filosóficas, um modo de ver o mundo com uma pertinência que me parecia insuperável. Há tempos não leio Schulz, mas a crença continua firme. Sei que ele não me desapontará.
12:26:44 - Zeno -

10 Setembro

A superestrutura é determinada pela estrutura

Eu me lembro de uma história que envolve patrimônios líqüidos, assets, estocagem dinâmica, um curió e vários livros esgotados. Um ex-sogro meu, vocês não conhecem, não, tinha um sítio no interior e estava preocupado com o extermínio da fauna aviária do local, por obra e graça do caseiro que engordava o orçamento vendendo passarinho pelas redondezas. Instado pela onda de preocupações ecológicas tão em moda nos últimos anos, além de uma descompostura camarada dada pelo patrão, o caseiro passou a engrossar as fileiras dos "observadores de pássaros", de conhecida extração inglesa, isto é, aquela gente esquisita que sai pro mato de binóculo em punho e se contenta em olhar passarim, sem a cobiça da captura e venda. Mas a Inglaterra não é o interior de São Paulo, e o pobre caseiro sofria com a síndrome de abstinência pecuniária. Numa conversa à-toa sobre o tempo, a colheita ou os males do berne, ele sempre dava um jeito de encaixar um comentário entristecido: "Olha lá, Seu S., olha agora: quinhentos conto parado ali na cerca, facim facim!"

Dia desses, descobri com a ajuda da insidiosa Estante Virtual que um exemplar normalíssimo da "História da Literatura Latina", da Calouste, que eu devo ter aberto duas vezes a vida inteira, está avaliado em 290 pratas. O "De segunda a um ano", livro com textos do músico John Cage publicado pela Perspectiva e que eu folheei menos vezes ainda, não sai por menos de 200 reais. Gente mais qualificada que eu já disse que a cobiça é um troço insidioso. Agora, cada vez que passo os olhos pelas estantes aqui de casa, vou localizando mentalmente vários "quinhentos conto parado ali na cerca". Resistirei?
11:40:35 - Zeno -

11 Agosto

Uma lágrima para™ Tony Judt

Passou batido aqui neste blogue, mas não no meu coração de fã: a mesma esclerose lateral amiotrófica que há décadas consome Stephen Hawking ceifou (recebam etc.) Tony Judt depois de um mísero ano de inglória batalha.

Isso foi há dois dias. Aqui, nuvens brancas —ou negras da censura.

Do Judt há dois livros (bem) traduzidos no pujante mercado editorial brasileiro e, enquanto não possuo um Kindle™, também na minha estante.

Neste, há um prefácio que vale por uma extensão em História Contemporânea. As historiadoras que leem este blogue haverão de concordar. Nele, um arrazoado sobre as vantagens/desvantagens das empresas privadas ou do Estado na condução dos negócios. Coisa básica, primária, mas muito elucidativa para os sapientíssimos que acham que este último é sinônimo de ruindade e as primeiras querem dizer coisa boa. Enfim, dogmas.

Exemplificando a falácia, tome-se o o exemplo de (com perdão pelas más palavras) Reinaldo Azevedo. Enquanto mantido pelo Estado em sua Primeira Leitura (da qual jamais passou), produzia uma revista até legível, o que pelo padrão do mercado nacional não é lá muita coisa, mas ao menos ficou o registro. Privatizado pela Editora Abril (com o mesmo perdão pelas más palavras), virou assim um Pedro de Lara da imprensa brasileira.

Vão dizer que isso também tem seu valor, mas aí é outra história.

(A expressão "Uma lágrima para" é marca registrada de —com perdão etc.— Daniel Pisa.)
18:16:02 - Pinto -

19 Outubro

Um tijolinho a mais para sua estante

Eu moro aqui

Já que há tempos não se resenha um livro nestas plagas, aqui vai o começo de uma história: "A linha de sombra", poemas de Emily Dickinson do Conrad, chega pelo correio com a capa recoberta em cimento. Um bibliófilo patológico é morto em circunstâncias estranhas. Una essas duas pontas e entregue-se ao instigante A casa de papel, do argentino-uruguaio Carlos María Domínguez, que escreveu um dos melhores livros do ano até aqui.

Brauer, o bibliófilo em questão, dono de uma biblioteca gigantesca, criou um peculiar sistema de classificação fundamentado em algoritmos matemáticos e idiossincrasias de fazer inveja ao nosso Zeno, conforme quisemos demonstrar aqui. Dentre esquisitices tantas, classificava Dostoiévski ao lado do argentino Arlt, por afinidade de enredos, mas não junto ao compatriota russo Tolstoi. E, por próximos que fossem, jamais punha lado a lado autores que não se bicassem, como Martin Amis e Julian Barnes, amigos e depois rompidos, e Borges e Lorca, a quem o portenho uma vez tachou de "um andaluz profissional".

Trecho fundamental: "Nós, leitores, espiamos a biblioteca dos amigos, mesmo que seja só como distração. Às vezes para descobrir um livro quer queríamos ler e não temos, outras para saber de que se alimentou o animal que está à nossa frente".

Se "A casa de papel" tem um defeito é o de ser curto. Acaba-se e fica-se querendo mais. É delicioso. Em compensação, custa só um pouquinho mais que a Men's Health.

Quanto ao Zeno, já avisou que não atende nem telefone este fim-de-semana porque quer rearrumar as prateleiras. TOC contagia mesmo à distância.

(crdt pela indicação: o sempiterno férdinand côstes)
13:29:21 - Pinto -

14 Junho

Luana Piovani - Segunda Opinião

Primeiro aparece o bambu. Depois vem mais mato, água, cachoeira, pedra, folhagem, rio, o escambau, tudo entremeado por anúncios publicitários disso e daquilo. Você termina de ver as fotos e pergunta: "Mas cadê a Luana?". Você volta ao início, olha de novo e sentencia: "Porra, parece o encontro da National Geographic com a Negócios & Oportunidades!". Em resumo: é uma merda, um desperdício de Luana, pudicícia rimando com clorofila. Caro irmão leitor, faça como nós, que tanto elogiamos a moça aqui no blog: busque na sua estante os exemplares da Trip com os dois ensaios anteriores e delicie-se com a generosidade divina mostrada como se deve.

(no Leia Mais, e na mesma seara, nossa concordância absoluta com um post lá do Quinteto Irreverente sobre comentários desairosos a mulheres bonitas) [Leia mais!]
11:07:25 - Zeno -

04 Fevereiro

In memoriam



Foi só no finalzinho da última reunião de pauta que a polêmica explodiu. O redator-chefe, em avançado estado de embriaguez, garantia que a Mel Lisboa era filha do Nei Lisboa. Um outro, pouquinha coisa mais bêbado, berrava que não era, "era filha do...do...do...depois eu lembro...".

Lembrei: eu estava numa lojinha da estação de trem de Bento Gonçalves, fuçando uma estante com discos de música regional. O que me chamou a atenção foi o nome de Lucio Yanel. Argentino, puta violonista, já o tinha visto num show aqui em Sampa, onde foi acompanhado pelo seu aluno mais famoso, Yamandú Costa (vejam os dois arrasando em Adiós, Nonino). Mas o disquinho era muito mais: o Bebeto Alves cantando músicas do Mauro Moraes, com o Lucio no violão e o Clovis Boca Freire no contrabaixo acústico. Vejam aí as provinhas e o petardo como um todo.

01 - Chamamecero by DJ Mandacaru
04 - Do fundo da alma by DJ Mandacaru

E, sim, o Bebeto é o pai da Mel e só de sacanagem diz que ela é filha dele com o Nei Lisboa. [Leia mais!]
14:23:49 - DJ Mandacaru -

15 Março

De volta ao batente, nesta segunda-feira

Só a modéstia me impede de transcrever trechos da entrevista de Umberto Eco publicada no Estadão de sábado, na qual ele repete argumentos que venho derramando em mesas de bar há décadas sem me citar como fonte. Tudo bem. Eu e o Umberto (já posso chamá-lo assim) concordamos em muitas coisas, a começar pelo fato de que os resultados mais profícuos da internet dependem de um usuário formado em época anterior a ela, já que o fator filtragem tem papel decisivo aí. Eu e o Umberto criticamos o critério de arrumação de livros por ordem alfabética. Eu e o Umberto usamos o conhecimento adquirido para reordenar constantemente a biblioteca conforme as necessidades de pesquisa do momento.
Enfim, se você quiser saber as opiniões e pitacos do Umberto sobre o mundo, as coisas e as pessoas antes que ele mesmo as formule, visite o Hipopótamo regularmente. Quanto aos trechos da entrevista, seguem no Leia Mais, que a modéstia aqui anda mais por baixo que cu de cobra. [Leia mais!]
08:50:18 - Zeno -