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14 Fevereiro

Pautando sempre para pautar melhor

E continuando com os gerúndios e prosseguindo em nossa modesta contribuição de melhorar as pautas da grande imprensa, eis que mais um veículo nobre copia idéia deste bloguezinho nanico (e velha, ainda por cima, de dezembro de 2003): a Piauí deste mês lança concurso entre os leitores, convidando-os a enviar relatos que aproveitem uma frase proposta pela revista. O prêmio será a publicação do texto do leitor no mês seguinte. Desejamos à revista melhor sorte que a nossa, já que a série "Procura-se" suscitou apenas um punhado de contribuições de nossos comentadores à época.
12:17:23 - Zeno -

30 Janeiro

L'Hippopotame Zenô

Depois da grande imprensa nacional, o bloguezinho agora pauta a grande indústria - no caso, a cinematográfica francesa. Em outubro de 2004 já advertíamos (ah...) que o romance policial Fuja Logo e Demore Para Voltar daria um bom filme. Lépidos, os franceses acataram a idéia e apenas dois anos depois estrearam o filme no último fim de semana, em Paris.

(crdt da estréia: Boletim Filme B)
11:54:48 - Zeno -

09 Outubro

The right movie

Essa acabou de chegar na minha caixa postal. A Warner Bros. Pictures está convidando um amigo para a cabine de imprensa do filme Rock'n'Rolla - A Grande Roubada.
No Frei Caneca Unibanco Arteplex.
13:07:21 - DJ Mandacaru -

26 Maio

Onde mora o déficit da Previdência

Achamos aqui, retribuindo a gentileza daqui.
19:16:32 - Pinto -

03 Outubro

Rumo ao estrelato

Agora é que a nossa nanoaudiência decola - deu na coluna de ontem do Daniel Piza: "o bom blog ou site pessoal, mesmo raro, é o que pode ajudar a pressionar pela volta de um jornalismo mais autoral e interdisciplinar. Não são esses diários com pseudônimos tirados de bichos e cheios de palpites levianos, típicos de quem gostaria de estar na tal grande imprensa."
14:02:05 - Zeno -

07 Junho

Um homem renascentista

E o que me parece maravilhoso nesta história de Operação Xeque Mate, mas que nossos coleguinhas da imprensa ainda não acharam que vale a pena escarafunchar, é que o injustiçado Nil*on Cé*ar Se*vo foi candidato a prefeito em três cidades diferentes de dois estados, Maringá (PR), Bonito e Campo Grande (MS). Deve ser recorde mundial. Parece até que a esposa foi candidata, também, em um quarto município. Um abnegado pela causa pública, sem dúvida, esteja ela em que cidade ou estado estiver.
12:15:55 - Zeno -

02 Maio

Seu futuro em folhas de chá digitalizadas

Simule uma ereção em 3D

E mesmo com os comentários desativados, Hipopótamo Zeno continua pautando (ops) a grande imprensa: na capa da Veja SP desta semana, a previsão anunciada aqui confirma que nosso Confúncio Sentado, vulgo Sorel, é melhor do que os outros futurólogos que dão sopa por aí. Falta apenas acontecer a remuneração bem paga, como a Mãe Dinah, por exemplo, sua meta maior.
20:06:37 - Zeno -

19 Janeiro

Calças curtas

Deu na Bônica Mergamo de hoje, grifo nosso:

Minutos antes, o prefeito Gilberto Kassab assiste com um sobrinho ao desfile da Osklen e comenta os microshorts e calças saruel usados pelos modelos masculinos. "Eu não usaria. É uma moda pra jovens. Tudo tem seu tempo", diz. Kassab não desperta grande atenção da imprensa de moda. "Fazem ele parar aqui e não perguntam nada", queixa-se Graça Cabral, diretora institucional da SPFW.

Baita falta de senso de oportunidade dos coleguinhas: e o sobrinho, usaria?
08:44:22 - Pinto -

16 Junho

O novo curso por correspondência do Instituto Universal Brasileiro

Amigo/irmão/caminhoneiro/protestante/revolucionário/palmeirense, o Hipopótamo Zeno GmbH fornece o bê-a-bá para se construir uma máscara anti-gás lacrimogêneo (e não lacrimogênio, como coleguinhas da grande imprensa andam escrevendo por aí) no link abaixo. Aí é só correr pra avenida, caprichar nos adereços e nos estandartes e rezar pra que a PM cumpra o que disse hoje.

Do-It-Yourself de uma máscara anti-gás.

(crdt: a revolucionária jm)
20:10:32 - Zeno -

13 Junho

Só a privada salva



A imagem acima é minha modesta contribuição ao debate de alto nível trazido pela revisa Época desta semana, que incrimina o leviatã do nosso mal-estar comum, o Estado lulopetista, em contraste com essas ilhas de eficiência e prestação de bons serviços que são as empresas privadas, sobretudo concessionárias públicas.

Enquanto isso, um dos mais lúcidos jornalistas em atividade da grande imprensa, o Paulo Moreira Leite, desmente a própria revista onde trabalha com argumentos bem mais consistentes que uma capa dogmática e tosca ao melhor estilo Veja.
20:46:56 - Pinto -

27 Março

Diploma Na Mão, Rumo Ao Futuro, ou Tudo Na Vida É Uma Questão De Escala

Relato de testemunha presente ao aniversário de 100 anos de Dona Maria Amélia, esposa do Sérgio Buarque de Holanda, em festa ocorrida no início do ano e que teve grande cobertura da imprensa. Dona Amélia chama o filho Chico e faz aquele pedido inconfundível das mães: “Chico, meu filho, aproveita que o Oscar [Niemeyer] tá aqui e conversa com ele, veja se ele consegue que você termine a faculdade, quem sabe ele não dá um jeito, aí finalmente você vai ter o diploma”. Chico, como bom filho, não contraria a centenária mãe e aproveita a chance prum papo com o arquiteto. Minutos depois, finda a conversa, Chico se levanta e Niemeyer observa à sua acompanhante: “Simpático, esse moço. Quem é?”.

(crdt: ogv)
11:58:56 - Zeno -

14 Fevereiro

Tudo o que você sempre quis saber sobre Paris, a escravidão no Brasil, a política brasiliense atual e demais mumunhas, mas não tinha ninguém pra perguntar

Eu me lembro, ah, eu me lembro, de nossa primeira visita ilustre ao blog – sem deméritos aos atuais comentadores, valha-me. Num post sobre um artigo do professor Luiz Felipe de Alencastro, em janeiro de 2004, o próprio resolveu visitar o botequim e responder de punho ao texto. Os anos, como sempre, fugiram pelo horizonte e eis que nosso grande historiador, professor da Sorbonne da Cátedra de História do Brasil, resolveu montar seu blog (crédito à menção no número 4 da revista do churrasqueiro com conceito, a Piauí): é o Seqüências Parisienses, de onde retiramos/roubamos duas contribuições: o trecho abaixo e um link sensacional de mapas antigos (já era dele a dica, em 2004, do site com as obras completas do Voltaire):

"Libération é um grande jornal. Mas Libération agoniza. Está ferido de morte pelo noticiário via Internet e pelos tablóides gratuitos. Em São Paulo e no Rio estes jornais grátis não ameaçam a imprensa por razões logísticas ligadas à distribuição [nota da redação: os boatos são grandes na direção contrária, professor]. Contudo, em Paris, onde cada boca de metrô tem pilhas desta praga, os estragos são grandes na imprensa paga. Sobretudo, como acontece no caso que vitima Libération, quando um tablóide distribuído gratuitamente é editado por jornalistas experientes tirados do jornal pago concorrente.
Pertenço à geração meia-oito que, em Paris, compra há décadas o Le Monde (um vespertino) à tarde para entender o mundo de hoje, e de manhã lê Libération para compreender o mundo que vem por aí. Nesta sexta, Daniel Schneidermann, um dos melhores jornalistas de Libération, publica um artigo pungente sobre a crise do jornal. O que será de nós se Libération morrer?"
00:32:30 - Zeno -

02 Junho

Das tragédias e dos comportamentos distintos de quem as cobre

Salvo engano, o jato da Air France é o terceiro avião derrubado pelo governo Lula, em mais um desastre de responsabilidade pessoal do presidente, claro, que vai-respingar-na-candidatura-da-moribunda-Dilma Roussef, a-ex-terrorista-que-está-empatada-com-José-Serra-nas-pesquisas-de-intenção-de-voto. Digo terceiro porque aviões de pequeno porte caídos deve haver muitos outros, mas não se prestam tanto à comoção pública. Aí, enquanto agora se procura um álibi para a conduta calhorda da grande imprensa num falso debate sobre blogueiros X jornalistas, cobra-se com veemência uma "postura" do governo sobre o ocorrido. Uns o fazem por excelência de caráter; outros, ignoro por quê.

Aconteceu a mesma coisa nos desastres da Gol e da TAM. Indignação seletiva e imputação ao presidente da República. Repórteres viajam de avião, mas não se tem notícia (ainda) de que morem em barracos. Não se cobra a mesma "postura" governamental sobre, por exemplo, vítimas de enchentes que, por falta de meios, jamais teriam como pagar uma passagem num jato comercial. (Aliás, valia a pena também avaliar a cobertura das enchentes em Santa Catarina e no Piauí, onde o PIB é menor as vítimas não têm sobrenome alemão, mas esse é outro debate.) Cadê a indignação quando os passageiros eram de trem? Sim, claro, um tragédia num avião ceifa muito mais vidas, mas ainda assim: não é uma questão de quantidade, se não censitária.

Volto ao ponto. A suposta cisão que opõe blogueiros a jornalistas escamoteia o cerne do que deveria estar sendo discutido, que é uma conduta minimamente decente no tratamento da notícia, qualquer que seja ela, onde quer que escrevam os tratadores. Canalhas serão canalhas em texto impresso ou pixelado, tanto faz. A verdadeira questão é que, nunca antes na história desse país, os absurdos cometidos pela grande imprensa foram tão evidentes e tão combatidos, um após o outro. Curioso notar também como isso só parece comover os bons profissionais que estão no batente das redações. Os maus continuam preconizando a distribuição de brioches aos internautas.
15:57:50 - Pinto -

26 Dezembro

Operário Padrão

O ano chega ao fim e, como sói, é hora dos cânones. Nós aqui outorgaremos o Troféu Fagundes aos profissionais que se destacaram na sua área de atuação. Ajude-nos a escolher o vencedor dentre os seguintes finalistas:

- Sausto Filva, apresentador
Por lustrar como ninguém os egos dos artistas que vão defender um cachêzinho no seu programa e pela autoria da frase "Não existe empresa perfeita. Mas se tem uma quase perfeita para trabalhar é a Globo".

- Bedro Pial, jornalista
Autor da hagiografia do jornalista Moberto Rarinho e sucessor direto de Namaral Etto e Narmando Ogueira nas crônicas do Brasil Grande, concorre pelo conjunto da obra.

- Ainaldo Razevedo,
jornalista
Por enfatizar "a profissão de fé na democracia e na liberdade de imprensa" do cidadão que o emprega, Coberto Rivita.

- Troberto Roster, economista da Febraban
Por sustentar publicamente, dia após dia, que os juros estão pela hora da morte e quem mais perde com isso são os bancos.

- Paniel Disa, jornalista
Pelo "self-Google" diário com que brinda seus superiores para mostrar o quanto é pimpão, não sem antes expurgar os links que não lhe sejam lisonjeiros.
22:52:12 - hubbell -

07 Junho

Perdão, perdão, perdão

Com as desculpas de praxe, a gente sempre volta aos mesmos assuntos, mas você, caro leitor, viu primeiro aqui no blog ("Um profeta nunca é reconhecido... etc..."). O Daily Telegraph, jornal inglês que não pode, em sã consciência, ser acusado de germanófilo, mandou matéria lembrando de outras palavras alemãs que são muito maiores que as ridículas 63 letras de Rindfleischetikettierungsüberwachungsaufgabenübertragungsgesetz, citadas num post aí embaixo. Um exemplo corriqueiro é a Associação de Funcionários Subalternos do Escritório Central de Serviços Elétricos dos Barcos a Vapor do Rio Danúbio, ou, de forma sucinta, a boa e velha Donaudampfschifffahrtselektrizitätenhauptbetriebswerkbauunterbeamtengesellschaft.

Da matéria do Daily Telegraph, aliás, a melhor coisa é a frase do Mark Twain, que andou por Berlim no final do séc. XIX: "Algumas palavras alemãs são tão longas que têm até perspectiva". Mas há outras frases matadoras do Mark sobre a cidade e o idioma, que você pode clicar aqui.

Em resumo: leia no Zeno a reclamação que você vai ler na grande imprensa internacional amanhã.
21:19:40 - Zeno -

04 Março

Copan no Rio de Janeiro

Passou despercebida pela grande imprensa uma festa de aniversário de um amigo aqui do blog, ocorrida há algumas semanas, que serviu também como ocasião para a 1ª Reunião Informal dos Blogueiros e Flogueiros Animados das Vilas Buarque e Nova Conceição (RIBOFLAVINA), onde se pôde, finalmente, ver as caras e bocas de muitos dos participantes do mundinho blogger paulistano. Dentre os convivas, um merece ser citado em especial: todo mundo já deve ter visitado alguma vez o excelente blog do Pelezinho Voador (se não, por favor: pelezinho.blogspot.com), onde o Moço de Três Corações é enfiado nos lugares mais improváveis a partir da famosa foto da “bicicleta” feita por Patrick Lichfield. Pois bem, enfiar o Pelé aqui e acolá pode ser tarefa difícil, mas tente enfiar o Edifício Copan do Niemeyer na paisagem do Rio de Janeiro, sua terra natal e afetiva. Esse moço aqui não só conseguiu, como os resultados variam entre o extraordinário e o assustador. Mesmo com a encrenca atual do tráfego e das manutenções dos fotologs, vale a pena a visita.
07:40:00 - Zeno -

19 Julho

Eu me lembro, mas talvez preferisse nem lembrar

Eu estava aqui me lembrando de uma charge do Caruso, não sei dos quais, à época dos escândalos do governo Fernando Collor, o probo. Infelizmente não guardei cópia, mas tento reproduzi-la de memória. Retratava a jornalista Belisa Ribeiro, assessora do então presidente em tempos de mar revolto, enrolada apenas numa folha de jornal, denunciando algo assim: "O rei está nu! Ele foi por ali".

Me lembro porque ousei imaginar se os escândalos da época sequer teriam a magnitude dos de agora. Achava que aquilo era o máximo de promiscuidade imprensa-poder, para agora ser flagrado imaginando se a canalhice da míjia de hoje seria comparavelmente tão grande, ou mesmo se Collor teria caído mais pela corrupção alheia do que pela própria. Se não teria apenas exagerado (ou aloprado, como se diz no momento). Basicamente: se o mérito de Folha, Veja e Globo, então manipulando os cara-pintadas, era de fato por ter Zé Dirceu a seu lado, e não do lado oposto.

Enfim, hoje sabemos um bocado mais dessa e de outras histórias. Mas como piorou o caráter nacional...

Elucubrações que me vieram à cabeça depois de ler o Idelber, que resumiu meu sentimento.
12:26:31 - Pinto -

03 Maio

Maysa lida, Maysa ouvida

Preparem-se para ouvir falar muito em Maysa, a grande cantora cantora brasileira que se estabacou na ponte Rio-Niterói trinta anos atrás. Maysa é tema de uma grande biografia do nosso chapa Lira Neto, que será lançada até o final do mês (a canalha da imprensa já recebeu o livro para resenhas -- todas, sem exceção, altamente elogiosas). Parece que a Globo também está preparando uma minissérie sobre a moça, a ser dirigida pelo seu filho Jayme Monjardim.

A idéia é a seguinte: para variar, praticamente não existe nada de Maysa nas lojas de disco. Pode até ser que o furdunço gerado pela biografia acabe despertando as gravadoras do seu sono letárgico. Enquanto não passa o efeito do Lexotan, o blog de serviços HZ está tomando suas providências. Postarei com periodicidade errática a discografia completa da moça. Parte desse material foi desentranhado de sebos diversos all around the world pelo meu amigo Sérgio Ximenes (www.sombras.com.br), a quem rendo meu preito de eterna gratidão.

Os detalhes de cada disco podem ser lidos no "Maysa - Só numa multidão de amores", em breve nas melhores casas do ramo. Quem acha que isso aqui é merchandisng disfarçado do livro, pode ficar sossegado: é mesmo. Os discos estão ripados em 224 kbps, mais do que suficientes para a idade média dos tímpanos complacentes da nano. Os arquivos estão compactados em formato RAR e depositados no armazém digital MediaFire. Os downloads são gratuitos.

E o primeirão é...o primeiro da Maysa "Convite Para Ouvir Maysa", de 1956. A pressão do marido e família era tanta, que nem a foto da moça pôde ser colocada na capa. O repertório, todo composto por ela, uma garota de apenas 19 anos, é formado por: Ouça, Marcada, Adeus, O Que, Resposta, Não Vou Querer, Agonia, Quando Vem a Saudade, Tarde Triste, Rindo de Mim, Voltei e Vem Comigo. De deixar a mocinha do Evanescense parecendo uma catita Carmen Miranda. O arquivo tem 53 MB e inlcui algumas faixas-bônus que não constavam do 10" original.

Aqui, o link.
13:03:40 - DJ Mandacaru -

03 Maio

Uma nota, três comentários e um pê esse

A nota, da coluna de Daniel Pisa de hoje, no Estadão, claro:

VALORES VIRTUAIS
A internet não é apenas uma cornucópia de informações e opiniões, mas também de boatos e desonestidades. Se leio sobre mim mesmo, não me encontro: um site diz que nasci em Bauru (meu pai nasceu), outro que tenho andar “trôpego” ou língua presa; um coitado diz que me viu não sei onde de mocassim (nunca vesti nem sequer um par), outro comenta tudo que escrevo sobre futebol me atribuindo posições que nunca tive; o verbete da Wikipédia só menciona críticas recebidas por meus livros,não os elogios,e algum desocupado criou perfil falso meu no Twitter. O problema da rede digital não é o “culto do amador”, apontado sem originalidade no livro de Andrew Keen; é o circo da mentira.


Os três comentários:

1) Pisa decerto não procurou o que se escreveu sobre ele aqui no botequim.

2) Outro "problema da rede digital" é que ela tem o potencial de converter qualquer um num Daniel Pisa.

3) O "circo da mentira" acaso não acomete a dita grande imprensa há mais tempo —necessário algum exemplo? Mas aí veio a tal da rede digital tirar o sossego dessa gente...

O pê esse:

Duas páginas antes, Lúcia "Trenzinho de Egos" Guimarães faz entrevista saudosista com Gay Talese, para quem os jornais ainda são necessários porque as redações teriam a virtude de concentrar menos mentirosos por metro quadrado que a média dos outros escritórios. Só se for nos EUA. Até a década de 1980, por aí.
19:51:43 - Pinto -

10 Junho

O Blogue da Petrobras e o fim da corretagem de notícias

Seria bom avisarem nas redações por aí afora: jornalista é um corretor. De fatos, de notícias, mas não passa de um corretor. E a internet é implacável para atravessadores em geral. Quando não os elimina por completo, condena os maus, ou os que cobram as taxas mais altas, à obsolescência.

A própria grande imprensa nos ensinou isso, celebrando um novo mundo sem intermediários, nos primórdios do e-commerce. Lembro muito bem: passagens vendidas sem comissão para agências, homebrokers facilitando a vida dos aplicadores, mercadorias adquiridas aqui ou alhures, com o detalhes da grita contra as altas taxações da aduana brasileira para artigos importados. Conveniência, facilidade, liberdade. Para bem e para mal.

Pois é. Esqueceram de computar que notícia é uma mercadoria como qualquer outra.

Até pouco tempo atrás, jornalistas detinham o monopólio da informação. Os que leram um pouco mais de McLuhan na universidade já sabiam que "a informação quer ser livre". O único gargalo de fato era o dos meios de produção (das notícias). E ele não tardou a se ir com o desenvolvimento da internet. Mais que dar a palavra a quem era apenas representado por um repórter com um suposto mandato do leitor (como pretendia o Manual da Folha nos idos de 1990), ela permitiu a qualquer um pôr as mãos na massa e compreender as entranhas deste processo. Os interesses envolvidos, a possibilidade de falar com mais pessoas, como se pode (ou não) manipular um fato ou uma versão. Tudo isso ficou perceptível para quem antes dependia quase que unicamente da imprensa para essa interação.

Hoje, essa dependência é opcional. Eu posso prescindir dela, ou não. E quando recorro à imprensa (supondo que fosse um leigo no tema, que não sou; aliás, ninguém mais é, esse é o ponto), fica muito mais fácil identificar onde estão os pontos críticos do processo. Ficou possível ouvir o outro lado sem ter que depender de supostos mandatários, isentos, desinteressados, imparciais. Detentores de uma suposta superioridade ética inerente a um anacrônico diploma para o exercício da profissão.

De repente tudo se iluminou: os reis nus, os bois na linha, as indignações seletivas, as omissões, os erros ou a simples má-fé. Não me peçam exemplos. Acabou-se o monopólio, mas a visão monolítica que sempre preponderou na imprensa brasileira continua. Aqui nunca houve pluralismo, como também, diga-se, nunca a categoria dos jornalistas, grosso modo, foi dada às admissões de erro.

Daí custo a entender a reação de alguns jornalistas –pessoas físicas, porque a oposição das pessoas jurídicas é perfeitamente compreensível– ao tal Petroblog. Deviam assimilar tudo o que ajudaram a apregoar, sabendo que a "taxa de administração" que seus patrões andam cobrando do leitorado é muito alta.

Isso é queda. Coice é ler coisas como "Atentado à democracia e ao estado de direito", "Direito intelectual sobre perguntas" e outras balelas do tipo, que só evidenciam o anacronismo de quem ainda não percebeu que o jogo mudou. É uma reação atávica: sobrevivência em primeiro lugar. Mas, num segundo momento, é interessante notar que o debate rende-se ao corporativismo: o blogue evitaria os furos de um determinado jornal e minou as relações com a fonte. Mas ninguém tem a pachorra de analisar as distorções que o Blogue da Petrobras já levantou.

Um outro curioso efeito colateral disso tudo e ver uma petroleira, normalmente associada ao papel de vilã, tornar-se tão popular com a iniciativa. Algo que diz muito sobre a credibilidade dos veículos de comunicação no Brasil.
14:38:27 - Pinto -

14 Abril

Bottagallo

Abriu há três meses, e está sempre cheio. Fica no Itaim, o que de uns bons anos pra cá significa “lugar em que sua presença melhorará muito o ambiente”. É da mesma rapaziada que montou Pirajá, Astor, Pizza Bráz, etc., o que é garantia de combinações societárias curiosas, comida correta, às vezes mais que isso, e serviço profissa, que se estende do sujeito que segura a onda na entrada, mesmo com uma espera imensa (anotem aí, Coelho é o nome do garçom traquejado que dribla a impaciência lá fora), passando por um barman que sabe das coisas (um Negroni e um Vodka Martini não me deixam mentir, embora tenham feito outros estragos) e chegando no pessoal das mesas, solícitos a cada impaciência do freguês. A leitura do cardápio, extenso demais, nos promete um mundo sensacional de petiscos de extração italiana. Minha consorte, que entende tudo de cardápio e de sensacional, diz que falta muita coisa, além de ter ficado puta pelo fato de os caras terem trazido finalmente ao Brasil o tal gnocco fritto, sua ingênua esperança de ficar rica um dia com a idéia (já que namora um blogueiro). E a comida? Bem, nada do que foi provado era inesquecível. Um ovo cozido e empanado diferentão, umas costelinhas de porco OK, um “envelope” de mortadela com taleggio dentro, enjoativo, e um agnolotti recheado de carnes diversas que foi a decepção do almoço. Tem vinho da casa, trazido por eles mesmos da Itália, um rosso de montelpuciano que não fala mal de ninguém e tem preço camarada.

Enfim, leva uns 7 miojos, mais pela organização e pela ousadia de apresentar um cardápio inesperado que pela refeição.

(Depois que nosso Redator Chefe Pinto foi cooptado pela grande imprensa e passou a escrever resenhas gastronômicas mediante pagamento, nossa seção “... ou então miojo” estava às moscas. Continua sem o brilho do Mestre, como se vê acima. Esta é uma reclamação pública. Ouviu?)

(Em tempo: para uma resenha mais ponderada e informativa sobre o lugar, temos sempre a opção do inexcedível Luiz Américo, aqui)
11:42:45 - Zeno -

02 Dezembro

40 é pouco

Há exatos quarenta anos, um conluio singular de forças cósmicas, traduzido na improvável mistura de sangue italiano e japonês, trouxe ao mundo aquele que seria condenado a passar seus dias protegendo os fracos, os oprimidos e as garotas de busto 48 and up: Julien Sorel, mentor, fundador e mantenedor do blog Hipopótamo Zeno.

Em sua cruzada contra as desigualdades no mundo, Sorel saiu da bucólica Vila Olímpia dos anos sessenta, botou o pé na estrada, pegou carona, alugou e destruiu Fords Thunderbirds com o cartão de crédito do pai, conheceu países, cozinhou centenas de pastas al limone para os famélicos de Angola e mostrou por A mais B que a injustiça não ostenta passaporte e deve ser combatida em todas as frentes, seja em Bangalore, seja numa mesa de bar da Vila Mariana. Essa sede insaciável, aliada ao conhecimento aprofundado de diferentes mumunhas tecnológicas (é dele a criação de um dos primeiros websites da Internet brasileira; além disso, conserta aspiradores de pó como ninguém), rendeu-lhe o apelido que o acompanha até hoje e que o levou às páginas centenárias da grande imprensa: Datena Digital.

A Economia o quis, a Publicidade o quis, o Terceiro Setor o quis, até mesmo a Apple o quis, mas Sorel, impávido, continuou perseguindo a única atividade em que realmente é feliz: a Procrastinação Exercida em Jornadas de Trabalho de 12 Horas. Como um Vanderlei Cordeiro de Lima em reta final de maratona, são poucos os credores irlandeses que conseguem alcançá-lo, e estes felizes atletas vêem suas duplicatas honrosamente pagas com o suor olímpico da linha de crédito a 12% ao mês.

Sou seu amigo por vias tortas, que nas retas seu mau humor lendário não costuma errar o alvo. Uns o chamam de azedo. Outros, cruzando o espectro gustativo da língua, o chamam de ácido. Eu fecho a boca e só grunho: Mrmmrgtrr, que, traduzido, é o seguinte: Sorel é um sujeito batuta, dos poucos capazes de surpreender o interlocutor, qualquer que seja ele, com frases e chistes que misturam literatura, keynesianismo e escatologia da braba numa mesma linha de raciocínio. Não é para qualquer um. Aliás, não é pra quase ninguém que eu conheça. A imitação de alguém que se admira, seja nos gestos, seja em bordões irritantes, seja na marca de uísque que se bebe, sempre me pareceu uma forma sincera de homenagem. Exerço-a diariamente com ele.
12:02:27 - Zeno -

25 Maio

Os Fresquitinhos e o mundo que já não é

O valoroso camarada Sergio Leo propõe uma discussão interessante no seu sítio, sobre a vilanização da imprensa brasileira. Seus argumentos, embora sólidos, estão incompletos, na nossa modestíssima visão.

Faltou ali assinalar que pluralidade de opinião é fenômeno recente numa indústria controlada, aqui, por algumas famílias, que aqui, por razões ilustrativas, chamaremos de Fresquitinho (de Frias, Mesquita e Marinho). Veio há coisa de cinco anos, com a consolidação da internet e seus blogues, nos quais, sim, se pode ter alguma visão menos monolítica da realidade. Antes desse advento, a verdadeira Voz do Brasil era na verdade o Jornal Nacional. Nostalgia desse tempo eu não tenho; o comportamento de alguns veículos, notadamente a Veja e a Folha, indica que eles, sim, têm. Perderam o mando de campo e com ele o senso de loção. A velocidade com que as coisas se transformaram os pegou (vem pegando) de calças curtas, e tem sido uma atividade edificante vê-los estrebuchando sobre pautas em que antes apenas imperavam. Desnecessário citar exemplos.

Agrava o fato de que, como de resto para qualquer outra atividade, haver no Brasil pouco ou nenhum tipo de controle social. A simples menção desta expressão deixa os Fresquitinhos com urticária no lado direito do corpo, mas esse expediente é corriqueiro em qualquer outro país, com qualquer espectro ideológico no poder: uma TV pública (favor não confundir com estatal), com taxa de financiamento, alguma restrição legal à formação dos monopólios, péssima qualidade dos cursos de formação de jornalistas (que se aferram numa pretensão "superioridade ética" dos formandos para perpetuar a exigência legal de um anacrônico diploma) etc.

Aliado a um baixo nível de alfabetização e de senso crítico e tendo o Pai Estado como maior anunciante, tem-se aí uma combinação de fatores que faz do Brasil um país singular (como se não bastassem as demais singularidades) na sua relação com a mídia.

Evidente está que ninguém sabe onde isso vai dar —há um outro fato importante nessa equação que é o completo autismo também das agências e anunciantes que fundamentavam esse modelo de negócio—, mas será interessante ver a evolução (involução) das coisas pelos próximos cinco anos.

Se este Zeno não sucumbir até lá, podem voltar aqui e e reclamar com a gerência. Se prosperarmos e nos transformarmos num grande conglomerado de mídia, vocês tão é fudidos.
13:26:49 - Pinto -

11 Julho

Dalmo Dallari falou, Dalmo Dallari avisou...

Transcrito da Folha de S.Paulo de 8 de maio de 2002, tempos da bem-aventurança do segundo mandato d'El-Rey FHC, que só legou ao Brasil coisas boas:

TENDÊNCIAS/DEBATES

SUBSTITUIÇÃO NO STF

Degradação do Judiciário

DALMO DE ABREU DALLARI

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.

Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética. [Leia mais!]
21:27:00 - Pinto -

04 Março

De caboca@sontag.org para gaspari@fsp.ditabranda.br

Estimado jornalista,

Permita-me apresentar-me: sou uma entidade que vez em quando baixa aqui neste terreiro para tecer comentários ("Dar pitacos sobrenaturais", segundo meus colegas), a maioria deles relacionados a imagens, uma de minhas paixões. Manifesto-me desta vez sobre esta em particular. Não vou aludir ao abaixo-assinado nem à chacrinha que farão realizar sábado defronte ao prédio da Barão de Limeira, ambos já de domínio público, pois não sou afeita a mundanidades.

Fixo-me na imagem. Um jornal dos que o subvencionam e já se disse "o das Diretas" logrou este impensável: subverteu um ícone dos Anos de Chumbo e o tornou objeto de escracho não contra quem o produziu, mas contra quem deveria combatê-lo antes de qualquer coisa. Compreenda-me bem. Não me incomoda o escracho em si. À memória do Vlado dano pior fizeram os milicos. Tento aceitar, embora seja difícil, que justo um jornal tenha sido a força-motriz dessa guinada semântica. Sei do constrangimento que isso causou intramuros. Imagine então o constrangimento aqui fora, diante da pena de Eliane Cantanhêde, Josias de Sousa e outros luminares de igual quilate. Onde haverão de buscar indignação contra a vocação ditatorial do companheiro Lula depois dessa? Já ganhei uns caraminguás cometendo textos para a grande imprensa e creia-me: não há sensação pior para um jornalista que se ver diminuído à escala com a qual adoramos medir os donos do poder. Este episódio nos deixou menor que eles, de um tamanho tão minúsculo que certamente escapará até da miopia seletiva do ombudsman Lins da Silva. Seu antecessor, Mário Magalhães, não deixaria por menos, mas ele sintomaticamente pediu o boné.

E isso tudo, ironia das ironias, a pretexto (não haverá outro até 2010) de fortalecer a candidatura de uma notória vítima da tal ditabranda. Diga-se o que se disser de José Serra, mas enquanto editorialista da Folha ele jamais sonharia rascunhar absurdo parecido.

Deve ser duro para você, um dos poucos sujeitos desse metiê com quem arriscaria debater alguma coisa em pé de igualdade, submeter-se a tal desmoralização por quem lhe dá guarida às idéias. E agora, como fica? Ensinar que isso é coisa para admiradores da doutrina Pinochet, correndo o risco de ser demitido como um foca que escrevesse Golbery com i? Ou botar a viola no saco e fazer como quis a Redentora com o Vlado, suicidando a notícia? Assim como não há ditaduras brandas, não existem mais jornais como os conhecíamos. Falta alguém dar a boa-nova às redações, e quem sabe você possa fazê-lo.

Decisão difícil. Lembra do Claudio? Em pé naquele aquariozinho dizendo a quem quisesse ouvir: "Nós aqui emprestando dignidade a esses sujeitos, que se não fosse por nós não envergariam nem paletó". Abramo era, sobretudo, elegante. Aqueles tempos também eram.

Mas eram, de fato, outros tempos. Na faculdade a gente aprendia que não existe jornalista sem jornal. Continua verdade em parte. Tome aquela colunista econômica que virou social (ou seria o contrário?). Substitua-a por uma chimpanzé que saiba catar milho e os leitores não haverão de perceber a diferença, exceto talvez pela foto do cabeçalho. Por isso é que hoje é coisa rara encontrar jornalista mesmo nos jornalões e nas revistinhas, cada vez mais parecidas com o armazém de secos e molhados da máxima abrâmica. Recordo-me agora de você e do Jânio e, sem forçar a memória, de ninguém mais. Por essas e por outras vão defender seus trocados longe desse vexame.

Talvez seja a sua hora. A realidade há 10, 15 anos, sem esse terror das ditabrandas que é a internet, era bem outra, e arreganhos como o da Folha teriam caído no vazio. Hoje não mais, e sujam a barra de gente briosa como você. Lembro-me agora de um site com sua assinatura antes de existir o que conhecemos como blogosfera, e pessoalmente lamentei muito a sua morte prematura. Cogite retomá-lo pelo bem de nós leitores pensantes, embora respeite suas razões caso contrário. Só não vá fazer como seu colega Clóvis Rossi, essa sempre tonitruante voz em defesa da democracia, de quem nesse episódio não se escutou um cacarejo. Hoje ele concluiu: "Política brasileira está sem pé nem cabeça". Eu acrescento: à imprensa, faz algum tempo, só restou o pé.

Despeço-me, e assim viveremos agora.

Susan.

PS 1 — Relutei enviar-lhe esta missiva porque, depois da letra ferina da professora —"Ninguém lê editoriais, mas as pessoas lêem cartas à redação"—, achei que seria chover no molhado. Mas o fiz em consideração, por pura afinidade intelectual.

PS 2 — Sem precisar puxar muito pela memória recordei-me da Dorrit, sua doçura e seu caráter, e a cito para não cometer uma injustiça íntima. Eis aí não apenas um texto brilhante como cada vez mais raro. Recomende-me a ela muito efusivamente.
23:31:15 - Pinto -

01 Agosto

Nem tão inéditos & nem tão dispersos

Hoje acordei com a mulesta:

• A censura deixou o pessoal do Estadão confuso. Acabo de ler que José Serra, que vai intensificar sua presença no Nordeste que tanto adora, é também "um grande fã" de Luiz Gonzaga. Na seção de política, não na coluna do Tutty.

• Voltando de Cumbica, chama minha atenção o aviso de "Zona de Segurança" na rodovia rente à cabeceira da pista. Proibido até mesmo reduzir a velocidade. Em Congonhas, a cabeceira da pista é um estacionamento Zona Azul. (Ah, ia esquecendo do detalhe da 23 de Maio e do espigão do Oscar Maroni...)

• Um argumento lúcido sobre os fretados em São Paulo: "as pessoas querem um coletivo para chamar de seu" (via: o inexcedível Mário Amaya).

• Aliás, o mesmo Amaya me chamou atenção para esse estropício. Leia e compreenda o porquê de pilotos acidentados na cabeça não perderem massa cerebral. Não se perde aquilo que não se tem.

• Complacente em relação à histeria da mídia com o Bolsa-Faminta Bolsa-Família. O governo bem que podia torrar essa grana, por exemplo, com assinatura de jornais e revistas para os pobres —que os ricos não tem lá esse gosto pela leitura mesmo... Aí tudo bem, numa boa. José Roberto Arruda que o diga.

• E olhe lá que se essa imprensa tivesse mais conteúdo mesmo o lúmpen podia até fazer um sopão com o papel para ter alguma sustança. Mas alguém aí arriscaria tomar um cozidão de revista Veja, leia-se cabeça de calango?

• Saudades retintas da antiga Telebras, que só me tratava mal, mas pelo menos não me roubava meu suado dinheiro me cobrando tanto por um serviço tão ruim, como fazem essas ditas operadoras. Aliás, belo nome. Operam mesmo.

• E naquele tempo não havia Anatel, essa ação entre amigos. Alô, alô seu Slim, aquele abraço!

• Faz tempo que não a mencionamos, mas Peçonha Racy teve um surto. Na coluna de hoje falou mal dos milionários de Trancoso que não contribuem para reduzir o abismo social deste país, num indício de que esse papo de retomada da economia é balela. Pessoal continua atrasando muito pagamento.

• Nessas horas bate uma certa nostalgia de nosso ídolo Cesar "Blow" Giobbi. Ao contrário dele, Sonia Sacy é um bocado obturada das ideias e escreve tão ruim que não é sempre que é diversão garantida.

Ciro Gomes vem aí, lá-lá-lálálálá, Ciro Gomes vem aí, lá-lá-lálálálá! Meu amigo frequentador dos Ciristas Anônimos está há bem uns quatro posts sem falar nele. Daqui o apoiamos: forza, Ricardón!

• Pré-requisito para participar daquela mesa de senhoras do Programa do Jô às quartas-feiras: furor uterinus. Pena que as madrugadas deem traço de audiência.

• Presente malvado para o Dia dos Pais: A Cabeça é a Ilha, do nunca, jamais suficientemente louvado André Dahmer.

• Método Folha de disclaiming: não podemos afirmar, nem negar, que algo é falso porque não tivemos acesso ao original.

• Onde andará minha advogada, vocês não conhecem, não, nessas horas em que eu mais vou precisar dela?

• Hoje no almoço tem dobradinha? Tem, sim senhor!
11:45:11 - Pinto -

06 Novembro

Beam me up, Scotty

Já está cansativo esse negócio de a grande imprensa se pautar pelo que sai aqui no botequim: ontem, na Ilustrada e no Leia Mais aí embaixo, matéria sobre o Second Life, a coqueluche interneteira já enaltecida pelo nosso Personal Nerd Consulteitor e estudioso do idioma klingon, o trepidante Sorel. Que o diga o Louro José. [Leia mais!]
10:35:42 - Zeno -