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30 Novembro

Se não pode vencer o inimigo

Cumprimos o doloroso dever de informar à infeliz nanoaudiência que, não contente em postar fotos suas de maiô (sunga, no idioma local) no Facebook, Zeno agora também tem Twitter.
10:55:07 - Pinto -

09 Janeiro

Sintonia fina com 2008

Não mexa no seu dial. Nós voltamos já.

Senhoras e senhores, respeitável público, distinta nanoaudiência: depois de um recesso não tão longo quanto merecido, aqui voltamos nós.
10:51:14 - Pinto -

28 Julho

Pra fazer a cobra subir

Eva, não vi a vulva

Porque hoje é sábado, deixamos a distinta nanoaudiência à mercê da maldição bíblica encarnada por Mary-Louise Parker, depois do Blue Bus.
09:30:00 - Pinto -

12 Junho

Nova amiguinha

And so this is Criss

Meus caros e meus ácaros, distinta nanoaudiência, respeitável púbico: apresentamos a fácil, porém complexa, Criss, tal como retratada de saída, supõe-se.
09:00:00 - Pinto -

11 Agosto

Estive em Belém e me lembrei de ti

Siamo tutti bene

O cartão postal, dedicado à distinta nanoaudiência, retrata um barzinho aqui do lado cujo slogan é "Ambiente de gente inteligente". Resume mais ou menos tudo por aqui.

(crdt foto : ele, o pinto)
14:22:54 - Pinto -

11 Julho

Apeirokalia

Sandy e Sênior

Num jejum absoluto de imagens belas e, principalmente, de assunto, deixo a distinta nanoaudiência à mercê do registro de priscas eras dos companheiros Sorel e Zeno, quando cursavam a faculdade de Agronomia na Ufscar (Sorel é o japonês e Zeno, o de olhinho-querendo-ser-claro).
13:55:14 - Pinto -

03 Outubro

Rumo ao estrelato

Agora é que a nossa nanoaudiência decola - deu na coluna de ontem do Daniel Piza: "o bom blog ou site pessoal, mesmo raro, é o que pode ajudar a pressionar pela volta de um jornalismo mais autoral e interdisciplinar. Não são esses diários com pseudônimos tirados de bichos e cheios de palpites levianos, típicos de quem gostaria de estar na tal grande imprensa."
14:02:05 - Zeno -

01 Agosto

Assim na terra

E ainda se chama Paraisópolis.

Por ocasião da virada do mês e da nossa campanha pela virada de assunto, fazemos lembrar à cansada nanoaudiência deste blogue que o caos terrestre é muito maior e muito mais antigo que o aéreo. O que há é pouca gente a se fatigar por isso, como diria Fernando Pessoa.
11:00:00 - Pinto -

02 Maio

O eterno retorno dos comentários desativados

O plugin deixou de funcionar, o ataque spâmico voltou, a paciência da nossa nanoaudiência continua maior até que a da redação deste blogue e os comentários estarão novamente suspensos até a mudança definitiva desta joça aqui para um provedor decente, o que deve ocorrer em breve (hahahaha!)

Agradecemos pela comprensão e até lá continuaremos a dialogar (oh, novidade!) com nossos próprios umbigos.
16:54:16 - Pinto -

12 Junho

Jogando para a torcida

Linda, loura e japoneusa

Aos que acusam este blogue de elitista: nesta data tão especial dedicada aos amantes trazemos Joelma, a esfuziante vocalista da Banda Calypso, nosso modelo feminino de nanoaudiência e, por que não?, namorada ideal.

(Favor não insultar, ou a gente vai tascar fotos de Kelvis Duran tão logo achemos uma categoria para classificá-lo.)
10:00:00 - Pinto -

24 Outubro

Hippo Zeno's G Day

Comunicamos à distinta nanoaudiência que, na esteira das celebrações alusivas à semana do quarto aniversário deste estabelecimento-bagaça, não haverá expediente aqui na próxima segunda-feira, dia 30, quando estaremos em peso prestigiando o show de Kenny G em São Paulo, a maior cidade pequena do Brasil.

O fechamento publicitário será antecipado para o dia 29. Avisos, inclusive fúnebres, serão acumulados para publicação dia 31. Favor segurar a onda.

Agradece a gerência.
10:00:00 - Pinto -

10 Junho

Radiola

Meus caros e meus ácaros, distinta nanoaudiência, respeitável púbico: dedicamos esta bela página musical à moça que se assina Nena, natural da aprazível cidade de Itaquaquecetuba, que por aqui costuma passear: o conjunto Jarabe de Palo interpreta Toca mi canción.

Clique e, se sua conexão for boa o suficiente, você conseguirá baixar o arquivo antes de conseguir dizer "Itaquaquecetuba".
14:23:13 - Pinto -

11 Maio

A terceira margem da Dutra

Nós, que tantas vezes fizemos e fazemos o mesmo trajeto, descobrimos e recomendamos, para deleite da nanoaudiência, Dois rios e uma ilha de concreto, do Lucas Dantas Loureiro (nome de deputado, prefeito ou juiz, embora suspeitemos que não seja nada disso).

A entrevista dele ao "monologue show" do Jô Soares é coisa fina.
11:58:34 - Pinto -

10 Outubro

Enquête (atenção para o ê)

O Conselho Editorial deste boteco reuniu-se e não chegou a um veredicto, donde agora recorre à nanoaudiência para decidir: 100% dos comentaristas deste post são eleitores de Marta ou de Kassab?

Neste caso eu voto Kassab. Tem aquele lance do olhar infantil de curiosidade para o mundo, ou algo assim.
09:18:26 - Pinto -

15 Maio

Quem sair por último apague a luz

Como está sem internet, et pour cause, o companheiro Zeno pediu para informar à dileta nanoaudiência o seguinte: que ligou para reclamar no atendimento do Vírtua e ouviu a seguinte mensagem, reproduzida ipsis litteris:

Devido a ocorrências na cidade de São Paulo estaremos encerrando hoje nosso atendimento. Retornaremos nossas atividades no próximo dia útil.

Ele, paulistano, ficou horrorizado com a interrupção de um serviço. Eu, que já morei no Rio, fiquei horrorizado mesmo com o gerundismo e o atentado à boa regência verbal.
23:38:48 - Pinto -

25 Julho

Copyright, copyleft e copyinthemiddle

Por conta da Teoria da Escada, mencionada num texto abaixo, fiquei pensando que era uma idéia muito boa, e que por isso mesmo ela provavelmente não era minha, e sim do maior provedor de boas idéias da internet brasileira, o meu, o seu, o nosso Almirante Nelson. Como ele me garantiu que não, a Teoria da Escada não é uma criação sua, decidi perguntar à nossa seleta nanoaudiência: onde é que eu li, ou vi, ou ouvi dizer a respeito? Alguém já trombou com ela por aí, em algum surfe desavisado pela internet?
06:58:00 - Zeno -

18 Outubro

Link

Temos certeza de que você passou um domingo mais agradável por conta da reforma gráfica do jornal O Estado de S. Paulo. No mesmo espírito de rejubilação, nesta manhã cinzenta de segunda-feira, o blog Hipopótamo Zeno saúda o novo caderno verde-água do jornal, o Link, e pede à nossa seleta nanoaudiência que compre o jornal (uma assinatura, então, ahh) e prestigie um dos novos colunistas de lá, para que, com o aumento da popularidade do moço, ele crie vergonha e salde um dívida uisqueira junto à Direção do blog. Obrigado.
08:25:48 - Zeno -

26 Junho

Concurso Hipopótamo Zeno!

Sem trocadilhos com desatino, por favor

Como estamos levando um jabá pela divulgação, propomos à nanoaudiência um concurso: qual o destino do jornal de papel, em meio à pixelização, eletroniquização e avacalhação reinantes neste século XXI? A melhor resposta receberá gratuitamente um exemplar do livro acima, que ainda não lemos mas cuja qualidade é mais que garantida - mesmo que discordemos das premissas, da argumentação do miolo e da conclusão.

Respostas como "Embrulhar peixe no dia seguinte" e "forrar gaiola de passarinho" estão, evidentemente, fora de concurso.
07:37:28 - Zeno -

25 Novembro

Voltei, pra rever os amigos que um dia

Queixa-se a nanoaudiência, mas não sabe o que é a pessoa: 1) ter assinado e estar lendo Folha de S.Paulo toda manhãzinha; 2) diariamente, tomar o metropolitano em direção à São Paulo profonde com uma lotação e um bafo que nem vos conto e 3) arcar com os custos morais e materiais da ausência do Zeno neste prestigioso espaço.

Eis que mais por isso que por qualquer outra coisa, excluindo-se o Twitter e o Facebook, não tenho dado as caras por aqui. E olhe que assunto não faltou: desde o fôlego de guepardo Palmeiras à visita do Ahmadinejad. mas passamos batido, fazer o quê? Peço compreensão e subscrevo as palavras do Lama, que é homossexual, tão bem postas aí embaixo.
15:00:36 - Pinto -

20 Junho

Giecologia

Celebrando a expressiva vitória do "mais argentino dos times argentinos" sobre o "mais argentino dos times brasileiros", nesta linda noite de quarta-feira, temos a satisfação de oferecer à nanoaudiência um tema (do final dos 1990) do portenho León Gieco, "Ojo con los Orozco".

A letra esta aqui. Um divertido exercício de estilo à Raymond Queneau, redondo como a letra o. Onde mais "Proctólogo morboso" e "Gordo fofo con olor" caberiam numa rima? Ni solo de tango viven los hombres.
23:49:21 - Pinto -

19 Julho

Um dia escrevo quinem esse cara

Interrompo momentaneamente minhas merecidas férias para trazer à nanoaudiência qualificada deste blog um trechinho do livro que andei lendo nestes dias de sol e chuva. Ganha um doce, ou um beijo de língua do Pinto, quem adivinhar o autor:

“O conjunto residencial Rossmore Arms era uma pilha melancólica de tijolos de um tom vermelho-escuro, construída ao redor de um imenso pátio. Tinha um saguão revestido de veludo, contendo apenas silêncio, plantas crescendo em vasos grandes, um canário entediado dentro de uma gaiola do tamanho de uma casinha de cachorro, um cheiro de poeira de tapete velho e a fragrância enjoativa de gardênias murchas há dias”.

(do nosso enviado especial ao litoral, a 9600 kbps)
22:53:00 - Zeno -

07 Julho

Um corpinho e um violão

Alguém me disse que tu andas novamente...

Durante as merecidas férias do DJ Mandacaru, que bronzeia o buzanfão nas praias fortalezenses, assumo os picapes e vos deixo na companhia de Carla Bruni (para quem não reconheceu: é esta aqui), cantando Quelq'un m'a dit (4,51Mb de pura travessura).

Numa prova da maturidade e do beletrismo dos membros deste blogue, fica atestado que a moça só entrou aqui depois que a ouvimos sussurrar a referida musiquinha na rádia, e veja lá que não foi na categoria Iluminuras.

A foto é meramente para a distinta nanoaudiência ligar o nome à pessoa.
19:30:09 - Pinto -

12 Março

Saudade, palavra triste

Pedimos licença à nanoaudiência para mencionar, pela primeira vez neste espaço, o nome de Alexandre Garcia (podem agora retirar as crianças do recinto). É que há pouco, no Bom Dia Brasil —não me informo somente com a Veja—, ele disse textualmente que a deportação de espanhóis do Brasil dá-se porque quem mandou (Hugo) Chávez calar-se foi el-Rei de Espanha, não a Rainha da Inglaterra, que supostamente extradita mais brasileiros em comparação.

Mutatis mutandis
(como diria Mussum), nós achamos que o jornalista manifesta essa insatisfação crônica com o governo porque o atual presidente é civil, e não milico, por pura nostalgia do tempo em que era porca porta-voz do João Baptista de Oliveira Me Esqueci.
08:01:59 - Pinto -

09 Setembro

Se oriente, rapaz

A maioria da redação aqui desta bodega usa iPhone. Mas se o cidadão leitor da nanoaudiência não tem grana pra rasgar pra Apple e usa Android, pode se interessar por este aplicativo gratuito, desenvolvido por um camarada meu cuja alcunha é Cabeção. Gente fina o Cabeção, pena que é tímido e detesta aparecer.

Rodízio SP faz a geolocalização da área de rodízio e diz se você está fora ou dentro dela, perigando tomar aquela multa.

Sim, isso foi um jabá. Tão gratuito quanto o aplicativo em si.
22:22:06 - Pinto -

21 Agosto

Nota social

Recebemos no fim de semana comentário de um visitante que divulga um fotolog de Cabaceiras, Paraíba, já cantada mais de uma vez em verso, prosa e pixel aqui em nosso botequim. Há, na cidade, um telecentro muito bacana com dez máquinas ligadas em rede e com velocidade de conexão de 128 kbps, iniciativa, se a memória não falha, do Sebrae. Quando estivemos por lá, e os cínicos de plantão já podem reclamar da pieguice iluminista, era comovente ver o público navegando e pesquisando na internet, aprendendo a mexer com os programas e os sites de hospedagem, mantendo páginas pessoais, etc. Não sabemos se nosso visitante bloga do telecentro, mas de qualquer maneira fica o convite para que outras pessoas que mantenham páginas pessoais por lá divulguem os endereços para a nossa nanoaudiência sulista. Se o Serra não ficar chateado, claro.
08:19:59 - Zeno -

31 Maio

Pequeno Manual para Leitores Recém-Chegados a Este Blog

No início era o Verbo e um Publicitário Arrependido que resolveu montar um blog sobre a canalhice humana, pra expiar a própria biografia. A ele se juntaram, logo em seguida, um Hacker Marqueteiro e um Desocupado Diletante, com os mesmos propósitos. O tempo passou, um raro Arquiteto de Alma Boa resolveu se juntar ao bando, logo seguido de um Jornalista Sueco que escreve bem à beça em português. Com a entrada e posterior saída de um recalcitrante Crítico Literário Marxista de Última Hora ("Mas caiu o Muro?!") e a contratação a peso de ouro de um DJ Nunca Menos Que Enciclopédico, está montada a atual equipe de seis abnegados que tocam, assim, assim, o blog que nossa nanoaudiência prestigia. Mas quem escreve de verdade e assina pelos outros é sempre o Pinto. Reclamações na caixa postal particular do moço.
10:15:35 - Zeno -

08 Novembro

Round up the usual suspects

Já houve um post [correção tardia do Zeno: já houve vários] com este exato título no passado, minhas senhoras e meus senhores. Procurem e acharão, como diz a Bíblia, mas a razão deste em particular é outra: é comentar o fato de que não o injustamente acusado Twitter, e sim o quase incólume Facebook, pode ter sido a pá de cal no Hipopótamo Zeno GmbH.

Eis que outro dia flagramos o nosso ex-acionista maior, Zeno Cosini, minhas senhoras e meus senhores, logo ele que tanto detratava a referida agremiação, desfilando por lá a sua beleza, a sua nonchalance e o seu witticism, em detrimento da prestigiosa nanoaudiência que tanto nos honra, mesmo à beira da sepultura.

Seria o caso de repetir aqui a Oração aos Moços ou algo equivalentemente gongórico, mas pouparei a todos. Meu coração sangra.
21:46:25 - Pinto -

06 Abril

La vie est bonne, mais un peu chère pour moi



Como 80% da redação deste botequim é formada por visigodos, ostrogodos e hunos, este registro vai exclusivamente para a nanoaudiência apreciadora das coisas finas da vida: Brandy Valduga V.O.P., uma agradável surpresa nestes dias em que a temperatura cai para 15º e nem parece mais que estamos em Teresina São Paulo.

Não tem a intensidade do similar francês. É menos alcoólico (39º GL), mais fácil de ser saboreado em dias amenos. A tonalidade amarelo pálido ludibria (para melhor) os sentidos, que esperariam um pocuo mais de personalidade. Mas, parodiando o slogan daquele outro lá, desce macio e reanima. Vale os 100 contos que me pediram nele. Faço uma degustação às cegas agora quando escrevo e depois da terceira dose me sinto muito bem. Aliás, não estou sentindo nada. Hklkha08yoj pou10w9ur/ =0vpu ohqjgV0[Q8G -J'jP'V
21:06:36 - Pinto -

08 Janeiro

Fit as a fiddle, I'm ready for 2007

Nunca entendi direito a história das promessas de início de ano, principalmente as de índole, hum, sensível-generalizante, como "Prometo entender melhor meu semelhante", "Prometo cuidar mais dos animais", "Prometo ter mais paciência", "ser menos egoísta", etc. Como esta é a primeira segunda-feira pra valer do ano, achei por bem compartilhar com nossa seleta nanoaudiência os dois desejos acacianos que a cada janeiro pulam na minha frente: grana e tempo. A primeira pra comprar os livros que quero ler, os filmes que quero ver, os cardápios e álcoois que quero ingerir e as passagens aéreas para presentear minha sogra e meu cunhado. O segundo, claro, pra usufruir com calma cada uma das quatro coisas acima, que, somadas, servem muito mais à causa de se tornar um ser humano melhor que qualquer promessa bem-intencionada dirigida ao nosso crudelíssimo espelho matinal.
09:02:05 - Zeno -

30 Dezembro

Por último, apago a luz

Com um agradecimento especial, já de praxe, aos infatigáveis pupilos do hexaglota Patrick Dimon e do dileto e dietético dr. Atkins, que morreu do próprio mas segue vivo no coração de cada fã, a gerência comunica que fará uma breve pausa (será?) e deseja à distinta nanoaudiência um 2007 pleno de:
- superávits primários nas próprias carteiras;
- ofertas imperdíveis de poesia, vinho ou virtude, à vossa escolha;
- notáveis aumentos de pênis, de si ou de outrem, a gosto;
- falências múltiplas de ditaduras, facções criminosas (estatais ou não), cias. telefônicas, linhas aéreas e bancos —por redundante que isso possa parecer;
- retomada do viés de aumento dos "juros que te amo";
- boas lembranças, boa música, boa comida e boa companhia à vontade.

Saúde e Feliz Ano Novo!
00:00:00 - Pinto -

19 Novembro

Piquenique à beira-mar

Na cruzada que empreendemos contra a anorexia que medra (atenção, revisão!) no país, nos deslocamos ontem —50% da redação deste blogue e quase 100% da sua nanoaudiência— até a idílica Enseada do Guarujá, onde um lauto repasto organizado pelo nosso mentor e provedor Zeno nos aguardava.

No cardápio, farofa de lulas grelhadas com alho, farofa de camarões-gigantes e farofa de moules marinières à la provençale, regadas a caipiroscas profissionais, cervejas à temperatura ambiente (cinco graus?) e, até a hora em que saí, as garrafas de uísque ainda não tinham sido destampadas. Tirante o o clima nublado-chuvoso de inverno, o engarrafamento gigantesco da Anchieta-Imigrantes e o astral "sou paulistano mas vou à praia", tudo estava uma diliça.

O somatório de fatores me fez esquecer a razão do encontro, mas em 17 de outubro de 2007, próximo ano, quando Zeno inteirar os 24 anos, a gente repete a(s) dose(s).

PS — Sorel, tire do rosto esse sorriso de quem acha que escapou da roubada: você é próximo!
13:02:57 - Pinto -

16 Julho

Agora vai!

Pode ter passado despercebido da nossa nanoaudiência, mas não dos nossos atentos olhos munidos de lentes Vagiflex, que vêem de longe e de perto com nitidez ginecológica: nossa mais ácida comentadora, algoz do pobre Pinto em dezenas de posts, correspondente do blog em praias portuguesas e espanholas (com a alcunha Encarnação dos Prazeres), enfim, a minha, a sua, a nossa AP foi citada na coluna do também nosso César Giobbi no sábado último, a propósito de evento histórico-lítero-social cheio de frufrus. "E daí?", dirão os céticos. Ora, se nosso guru anda mencionando comentadora do blog em sua coluna, não tardará o dia em que o hipopótamo, em seu lustro barrento, abrilhantará as páginas do Estadão (como já fez um dia ) e, cuíca, do programa semanal televisivo do moço na TV Cultura. Desde já indicamos o Pinto para ser entrevistado naquele formato "Você finge que aperta o cronômetro do xadrez e eu finjo que sei distinguir bispo de rainha".
00:03:15 - Zeno -

27 Março

Later, aligator

Deu na inbox (sorry, nanoaudiência):

Apresenta-se no palco um homem com um crocodilo. Depois de agradecer os aplausos, o homem pega num cassetete, dá uma leve pancada na cabeça do crocodilo e este abre a boca. O homem abre a calça, ajoelha-se e coloca o pênis na boca do crocodilo.

Começam a rufar os tambores e o público faz silêncio total. O homem então dá segunda cacetada na cabeça do crocodilo. Este começa a fechar a boca lentamente.

- Uaaahhh!!! - Ouve-se a platéia.

O crocodilo, quando está quase a fechar a boca totalmente, pára!!! Na platéia o silêncio é geral. Apenas se ouve o rufar dos tambores. O homem dá uma terceira paulada na cabeça do crocodilo e este abre totalmente a boca. O público explode em aplausos e a orquestra começa a tocar.

O homem põe-se de pé, fecha a calça, e num tom desafiador pergunta aos espectadores:

- Alguém é capaz de fazer isto?

Aí, responde uma LOURA da platéia:

- Eu faço!!! Só não gosto que me batam na cabeça.
10:46:15 - Pinto -

08 Agosto

Pujança citadina

Agora que Indaiatuba, Londres e demais megalópoles voltaram à pauta de discussão nacional, por conta do Índice Firjan e da (boa) revista publicada pelo Estadão no domingo último (comprem, comprem), lembramos que a Economist publicou, no ano passado (edição de 5 de maio a 11 de maio), um excelente dossiê sobre o assunto intitulado The world goes to town. O diabo é que os ingleses são bons em ganhar dinheiro há séculos, e o conteúdo da matéria especial só está acessível para os assinantes da revista ou para quem quiser comprar o PDF com os textos. Como dinheiro e blog são duas entidades não comunicáveis entre si, nós vamos estar tentando disponibilizar o tal dossiê para a nossa nanoaudiência em breve, via xeroxzinho escaneado ou cópia mimeografada com bastante álcool. Fica a promessa, pois.
10:59:52 - Zeno -

03 Dezembro

Esquadrão de ouro —sem o ouro, claro

Este é um relato muito confessional, então você talvez devesse parar de lê-lo por aqui. Tem sido um prazer insuportável labutar aqui como mero redator, dono de certa agilidade de raciocínio até já meio perdida, somando (subtraindo?) a esta equipe distintíssima. Zeno, um scholar-que-não-ousa-dizer-o-nome, é um sujeito que empresta densidade e, perdão, conteúdo a qualquer bobagem que abordemos aqui. Mandaca, não menos, adiciona trilha sonora e histórias do arco, cada uma superior a outra. Sorel não apenas "traduz" o que se quer fazer para a linguagem dos bits, mas teoriza e age sobre o universo virtual como ninguém outro que eu conheça pessoalmente. E, acima de tudo, paira sobre nós a benfazeja influência e a malsã escrita hieroglífica do Smiley, essa deidade umbandistico-arquitectônica que nos ilumina a todos. Um time que só não dá mais orgulho do que o prestígio da nanoaudiência, chiquita pero cumpledora como ela só.

Mas —puta-que-pariu— como nos faz falta um sócio capitalista!
11:55:15 - Pinto -

13 Dezembro

Eu me envergonho de uns lances aí

Eu nunca soube onde pôr o acento na expressão "succès d'estime" – e só soube agora por conta do Oráculo de Googles, sempre prestativo e enigmático. Salvo engano (pra citar um articulista deste fim-de-semana nos jornais, que emprega a expressão mais gasta do vocabulário marxista robertoschwarziano, juntamente com "isso posto", sic, claro), deve ser por isso que eu nunca emplaquei sucesso algum, de público ou de crítica – com a honrosa exceção do nosso blog e de sua nanoaudiência. Nosso igualmente enigmático colaborador Hubbell resumiu a questão num post jemesouviens sucinto, tempos atrás, mas eu sempre senti que devia uma resposta/complemento ao seu texto. Aqui vai:

Eu me lembro de ter tentado ser, sucessivamente, descolado, namorador, inteligente, enturmado, simpático, palmeirense, divertido, estudioso, deslumbrado, empreendedor, caboclo, cultivado, vagabundo, bom moço, marginal, disciplinado, deprimido, flanêur, mal-humorado e cínico. Consegui ser palmeirense.

(do nosso memorioso enviado especial ao litoral, a 9600 kbps)
14:54:00 - Zeno -

19 Julho

Em testemunho da verdade, dou fé

Enquanto é bombardeado somente por se revelar um velhinho priápico, Manoel Carlos, para mim, continua sendo um dramaturgo (?) de quinta e isso passa incólume às críticas. Pode se levar a sério o quanto quiser, ser bombado pela Globo mais que o Parreira durante a Copa, encher aqueles enredos de bosta de Helenas e "mensagens sociais", a buzanfa de dinheiro, o escambau: é de quinta, é um lixo, é a própria Glória Perez de ceroulas.

Não digo que é autor da coisa mais babaca, retrógrada e fora da realidade jamais vista na TV porque: 1) trata-se de uma novela, ora bolas; e 2) a concorrência no meio é feroz em tudo quanto é gênero. E não digo que a novela só se salva pelas participações de grandes atores como José Mayer, Tarcísio & Glória e pela beleza delicada de Ana Paula Arósio e seus 46 dentes porque, do jeito que anda a nanoaudiência aqui, temo que seja mais uma piada não compreendida.

Pronto, falei.

(um desabafo dedicado a todos os meus amigos revoltadinhos da estrela)
16:49:15 - Pinto -

17 Julho

Ethos etílico

Como dizia um conhecido das antigas, "não é que eu queira me gambar": depois de duas tentativas junto à nossa nanoaudiência para tornar ainda mais conhecido o Bar Balcão (veja aqui e aqui), em São Paulo, temos agora o valoroso auxílio mainstream de Paulo Roberto Pires, o colunista batuta do site nomínimo, que escreve um texto insuspeito (ele é carioca) para elogiar o bar e o livro comemorativo dos dez anos. Apenas um reparo: o lugar do Balcão era anteriormente ocupado por outro bar, o finado e funesto Funilaria e Pintura, que foi embora sem sequer deixar uma centerfold na parede. Fica assim respondida, por uma voz mais qualificada que a nossa, a indagação ouvida na semana passada, na boca de uma infiel provocadora: "Mas será que esse bar é bom mesmo?".

(crdt do link: John Self)
22:48:02 - Zeno -

09 Fevereiro

Mais uma utilidade para o iPod

Os burguêis que perfazem 99,9% da nanoaudiência deste espaço estão perdendo, mas vou contar. Ocorre uma revolução que ocorre no sistem de transporte coletivo de São Paulo. Desde o advento do Bilhete Único não se via nada igual.

Refiro-me, claro, à Bus TV. Sim, a ubíqua tela plana não poderia deixar de azucrinar também a vida de uma multidão que, à falta de um transporte coletivo decente e de um trânsito minimamente fluido, agora também tem que conciliar os engarrafamentos assistindo a videoclipes vagabundos, informações de almanaque e propaganda de quinta, de Casas Bahia pra baixo. Dependendo da audiçao do motorista, a alto volume. Que eu saiba era lei: não é permitido fazer uso de aparelho sonoro (nem fumar cigarro de palha, cachimbo, charuto e, mais recentemente, cigarrinho mesmo) no transporte público.

As empresas estão faturando o seu, a prefeitura também, e não deve ser pouco, que agora é frias fazer propaganda no meio da rua. Então tome escarniçar mais quem já sofre tomando ônibus (eu, por exemplo).

Agora reduzir o valor da passagem que é bom, necas...
18:37:37 - Pinto -

01 Setembro

Sangue de Sarney tem poder

Democrata só ao sul do Tocantins

A nanoaudiência que me desculpe por trazer o chiqueiro para o living, mas é que aqui vizinho, do outro lado do rio (Amazonas), no Amapá, uma blogueira está infernizando a até então fácil recondução ao Senado de José Sarney.

Em Macapá, onde um jornal já havia sido proibido de divulgar o resultado de uma pesquisa eleitoral desfavorável ao candidato ao governo apoiado por Sarney, agora é ninguém menos que o UOL que por repetidas vezes tem tirado do ar o blogue de Alcinéa Cavalcanti. Ela foi quem iniclamente postou a foto acima, de uma pixação de muro comum na cidade.

Até o libertário, urbano e civilizado UOL seria suscetível aos tambores de Codó, aqueles mesmos que teriam provocado uma indigestão fatal em Tancredo Neves?

Barba, , cabelo & bigode

CNN News Update: a moça agora atende nesse endereço aqui.
17:28:21 - Pinto -

10 Dezembro

Série Especial de Natal

Depois de longa e calorosa discussão, a equipe editorial resolveu lançar uma série especial de posts de Natal com a colaboração da nanoaudiência, ou seja, de vocês 4 que nos lêem e fazem a gentileza de trocar seus nicks a cada comentário para nos dar a sensação de que são pelo menos, por baixo, uns 9 ou 10. Veja abaixo como participar.


Promoção Hipopótamo Por Um Dia

Para participar, basta enviar um micropost com seu pedido para o Papai Noel para especialzeno@gmail.com. O autor do melhor pedido vai ganhar o direito de pagar o uísque na próxima reunião da redação, além de passar 1 (um) dia inteiro como um legítimo Hipopótamo, podendo postar a seu bel prazer e mostrar aos outros 3 (três) leitores do blog que também é gordo(a), desajeitado(a) e responsável pelo maior número de mortes "acidentais" na África subsaariana.

Para ajudá-los, inspirá-los e disfarçar a pequena adesão que certamente teremos, nós aqui da redação também iremos enviar nossos pedidos, mas, obviamente, sem concorrer aos fantásticos prêmios.
16:13:41 - Sorel -

29 Janeiro

Pílulas de sabedoria do Dr. Zeno para 2008 (I)

Férias, ah, férias. Acepipes, gin tônica, sexo variado, sol ininterrupto. Algum dia terei tudo isso, mesmo sendo professor. Até lá, dá-lhe p.f., cerveja nacional, abstinência, chuva e uma conexão discada que me impede de postar com a desejada eficácia. Enquanto persisto nas férias, deixo à nanoaudiência os frutos de meu ócio qualificado:

Os jovens têm quase todos um compasso com o qual se comprazem em medir o futuro. Esse fenômeno da vida moral não se realiza senão em certa idade. Essa idade, que para todos os homens situa-se entre os vinte e dois e vinte e oito anos, é a dos grandes pensamentos, a idade das primeiras concepções, porque é a idade dos desejos imensos, a idade em que não se duvida de nada. Depois dessa idade, rápida como uma seminação, vem a da execução. Há de algum modo duas mocidades, a mocidade durante a qual se crê, e a mocidade durante a qual se age; muitas vezes elas se confundem nos homens favorecidos pela natureza, e que são, como César, Newton e Bonaparte, os maiores dentre os grandes homens.
10:12:29 - Zeno -

03 Outubro

Hipopótamo Zeno recomenda

Use  sempre camisinha no seu micro

Amiga-irmã dona de casa, amigo-irmão que comprou um notebook e não sabe mais o que fazer para não ser confundido com aqueles vendedores xexelentos (aliás, "executivos de contas") que batem de porta em porta:

Deixe seu notebook muito mais estiloso com as incomparáveis capas nimin®.

As capas nimin® são feitas à mão, segundo a milenar tradição dos ateliês japoneses. Têm acabamento primoroso, design personalizado segundo cada modelo de micro, vêm em lindas estampas e vão deixar seu equipamento protegido, com aquele toque de exclusividade que você sempre quis, mas não sabia onde comprar. Agora já sabe.

Se eu fosse você, usaria nimin®.

(Diferente dos demais órgãos de comunicação —como se esse botequim aqui fosse um, mas em vista do que se tem por aí hoje...—, ao recebermos um jabá assumimos na maior, divulgamos conforme o combinado, sobretudo se rolar também um dinheirinho por fora, e ainda entregamos todo o serviço para nossa nanoaudiência).
22:29:51 - Pinto -

03 Março

Mais uma vez o mundo se curva

Pra você ver o que é a "cognosciência preemptiva", aliás "chute certeiro", no popular: "cagada". No Seminário Web 2.0 promovido pela fiRma outro dia, os caras agora se referem (a sério) à dispersão motivada pelo excesso de emissores como... "nanoaudiência".

O termo apareceu pela primeira vez aqui, da lavra do nosso redator-chefe Zeno, por puro chiste betuminoso (como de resto tudo o que aqui se faz), logo depois do anúncio do iPod nano, coisa de... dois anos atrás, talvez? Tudo bem, pode ter aparecido simultaneamente em zilhões de lugares, era natural. Mas que eu li primeiro neste tímido e espalhafatoso blogue, isso eu li.

Outra coisa: Marcelo Coutinho, cabeça pensante do Ibope e um dos melhores palestrantes do evento, demoliu o deslumbramento de boa parte dos presentes com os EUA, avisou que o buraco da net brasileira é bem mais embaixo (números são números) e saiu-se com a melhor frase do seminário, sobre o cultuado Second Life, algo assim: "Quando há tanta gente procurando uma segunda vida, a primeira não deve estar lá essas coisas".
10:57:51 - Pinto -

12 Dezembro

Roda Viva e o cordão dos puxa-sacos

"A apresentadora do Roda Viva, Lillian Witte Fibe, comanda nesta segunda-feira (15/12), às 22h10, uma entrevista ao vivo com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.

O jurista brasileiro, que em 2008 passou a presidir a Suprema Corte brasileira, também foi ministro do STF por seis anos, nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e advogado-geral da União. Assina a autoria de diversos livros e inúmeros artigos na área de Direito Constitucional. Sua nomeação e atuação como presidente do STF divide opiniões entre os profissionais da área jurídica, sobretudo por suas decisões quanto ao caso de Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Na bancada de entrevistadores estarão presentes Márcio Chaer, editor do site Consultor Jurídico; Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja e do blog Reinaldo Azevedo; Eliane Cantanhêde, colunista do jornal Folha de S. Paulo; e Carlos Marchi, repórter e analista de política do jornal O Estado de S. Paulo."

Pedimos e encarecemos a nanoaudiência a não dirigir perguntas de baixo nível ao entrevistado, a fim de evitar danos colaterais às faces dos entrevistadores.
16:18:07 - Pinto -

25 Maio

Achados e perdidos

Onde tu tá, neném?

A distinta nanoaudiência pode até duvidar, mas eu também tenho um coração.

Quando pequeno, ele batia no ritmo de xote, xaxado e baião.

Os tios ensinavam como o avô, que morreu bem antes de nascer, escutava Luiz Gonzaga em casa, com filharada em volta (foram 18, de duas viuvezes e um derradeiro em que viúva ficou a esposa), trocando as agulhas do gramofone à medida que iam se gastando.

E tinha o outro avô, este que eu conheci e morreu com 93, tocando as mesmas músicas no violão para os 16 filhos, desta feita com a mesma mulher, afora alguns possíveis clandestinos.

E o tal coraçãozinho batia feliz, eu achando aquilo tudo uma maravilha e aprendendo a enxergar beleza na vida daquele jeito. Poesia, enfim.

Aí veio o CD e a coleção de vinis do Velho Lua perdeu-se com o tempo. Algumas coletâneas fajutas suprimiram a falta, outras edições saíram avulsas. Mas um álbum em especial jamais havia recuperado: Chá Cutuba. Procurei, procurei e nada. Faz o quê? Uns dez anos que o DJ Mandacaru sabe dessa conversa, mais de 20 que eu procuro.

Pois não é que o homem achou o troço hoje?

Alguém sabe como faz pra gravar o stream? Melhorar a qualidade? Ter em CD nem pensar né?
11:36:52 - Pinto -

13 Junho

Taí ó, pá tu pudê batê pá tua patota

Não há considerações... gerais... a fazer...
Tá tudo aí,
Tá tudo aí,
Para quem quiser ver.


E assim, nesta impróvável métrica, começa "Tributo ao regional", uma das 11 geniais faixas do LP Baiano & Os Novos Caetanos, aliás Chico Anysio & Arnaud Rodrigues.

Gravado ao vivo no longínquo 1974, marcou minha infância com canções como "Urubu tá com raiva do boi", "Ciranda", "Folia de rei" e a clássica "Vô batê pá tu". Achei o CD, fora de catálogo, dando sopa nas Americanas a 12 contos. Não sei se o DJ Mandacaru aprova, mas eu adoro.

Além da sátira inteligente à baianidad e de uma poética docemente pessimista, percebe-se o quê de um mangue bit* avant la lettre na doideira toda. O disco envelheceu muito bem, aliás, ao contrário de ambos os autores e do aniversariante da semana, nosso amigo Ricardo Soares, a quem dedicamos a faixa de número 8, "Véio Zuza", por razões óbvias.

* Zeno pede para corrigir para beat. Eu fico na dúvida se sou fiel à idéia do movimento ou se me rendo à nanoaudiência desqualificada.
22:17:23 - Pinto -

13 Agosto

Um post meta-qualquer-coisa

É difícil fazer piada com o assunto. Na verdade, é até fácil: bastava reproduzir o texto do PCC com um aviso ao final, dizendo que nosso blog foi obrigado a veicular a mensagem por conta do seqüestro de um dos redatores, levado para Belém, Pará, Massachusetts. O problema é que se trata de um novo patamar de discussão, patamar pro qual ainda não dispomos de conceitos apropriados. Em outros termos, tem algo aí nessa história do jornalista da Globo que merece uns tratos à bola, merece um certo vagar conceitual (perdão) que ainda não está disponível (não, Jabor não!!), até pela premência, mas que fica como provocação para a nossa nanoaudiência. Ontem à noite, por questão de minutos, não vimos o pronunciamento do tal DVD do PCC, já que estávamos zapando na mesma hora, pulando de uma insignificância à outra, mas a sensação de hoje de manhã, ao ler o jornal, foi a de insuficiência epistemológica, pra dizer o mínimo. E se os caras seqüestrarem o Chico Pinheiro, ou um dos trigêmeos do Bonner, dá pra reivindicar exibição de vídeo no Jornal Nacional, horário nobre, visto por trocentos milhões de espectadores? Depois de dobrarem os joelhos do Estado, no que diz respeito à manutenção mínima da garantias de ir e vir, agora o PCC dobrou uma das 5 ou 6 maiores redes privadas de televisão do mundo, e ainda por cima com direito ao ato falho freudiano e frankfurtiano da década (do século?), confundindo iluminismo e ilusionismo. Meus caros e minhas caras colegas de trabalho, é preciso reforçar não os muros e as cercas elétricas, mas um bom punhado de neurônios pra entender que a conversa mudou de parâmetro. Uma vela pra santo também ajuda.
22:29:31 - Zeno -

30 Março

O jornal que faz au au

Este blogue já desperdiça um bocado de tempo da redação e de sua condoída nanoaudiência (que insiste em nos visitar sabe-se lá por quê; pressuponho sadismo) exercendo o ombudsmanato de tudo o que não presta no mundo. Por conseguinte, é lícito apontar nossas antenas para a atual campanha do Estadão para arrebanhar leitores da classe C e D que, por acaso, ainda não foram apresentados ao advento da internet, vulgo os mano.

Para quem está fora de SP, um resumo: jinglezinho chato, em ritmo de rap, cantado por um sujeito francamente acometido de cólicas, contrapõe as mazelas do jornal "inho" com as virtudes do jornal "ão" ("inho é nonimato, ão é solução" etc.). O refrão é "ão, ão". Jornal é pronunciado com o R da Zona NoRte (o mesmo de Piracicaba e da fiRma). As imagens exaltam formadores de opinião-ão-ão como Fernanda Syang, Zé Celso, Luciano Huck e outros menos votados, alternando expressões de aprovação e reprovação, sendo que o telespectador não distingue qual é qual.

Afora a concepção errônea de cabo a rabo e a presunção de que os mano, sabendo-os letrados, vão compreender a mensagem binária e distrair seu tempo no buzão com, por exemplo, as mal-traçadas de um César "Blow" Giobbi, a campanha nos lembra de quando o diretor de arte aqui da agença termina de cutucar o mouse do miniMac.

A gente olha incrédulo pra ele e tasca: vem cá, tu acha isso bom?

Aliás, se eu fosse uma madama ali das imediações do Morumbi, daquelas que embargaram a estação do metrô que ia "denegrir" o bairro, cancelava já minha assinatura do Estadão, pela audácia.
13:04:30 - Pinto -

22 Janeiro

Boa noite e boa sorte

— Esse é o mesmo tipo de gente que desejava "Boa noite" ao Cid Moreira há uns 30 anos — consolou-nos uma amiga sobre as dezenas de pessoas que acorrem a este blogue (só hoje foram duas) procurando (exigindo? invocando?) mais detalhes sobre a Dieta do Doutor Atkins, que debutou aqui en passant num chiste alguns milhares de posts atrás, e hoje se transformou num monstro comentado e recomentado.

Impressionante, aliásm, reparar no acréscimo de visitantes depois das farras de fim de ano. Neguinho chutou o balde, realmente. Mas para mim deu no saco. Não tenho mais nem estômago, sem trocadilho, para fazer troça do episódio, meio que estarrecido com o grau de inadvertência dessa gente tão crédula, apesar de crente que derrotará a balança —talvez por estar muito comovido com os parentes das vítimas da Renascer contribuindo para a reconstrução do templo. Mas para mim já deu:

— Ouvi, irmãos todos, e em seguida ide em paz: Cid Moreira não está nem aí.

Em tempo: também acorreu ao blogue hoje um outro tipo de consulente, cujo dilema existencial segue, aproveitando para solicitar da nanoaudiência nos comentários um adjutório para a devida resposta:

"ola bom dia a todos, gostaria de saber se o bar drosophyla e bar gls, nao tenho nada contra a opçao sexual de cada um mais vou comemorar meu niver lah e se for gls o bar pode ser que alguns dos meus amigos estranhe pois nunca estiveram em um ambiente gls e podem estranhar um pouco."
21:47:46 - Pinto -