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19 Julho

"Só cozinho com duplo sentido"

cozinho com duplo sentido

Cadê a saudosa Censura Federal (lembra da comadre Solange e do compadre Coriolano?) que não vê essas coisas? Tarde dessas —eu vi!—, dona Palmirinha Onofre, versão tropical de Nigella Lawson, dava a receita de uma inocente fritura e não fez cerimônia. Encarou a câmera com esse olhar matreiro que Deus lhe deu e tascou: "Agora chegou a hora de empanar as minhas coxas... Ahnnn... Quer dizer, essas coxas aqui, do franguinho".

Programas assim não só deveriam ser exibidos tardão da noite?
13:29:52 - Pinto -

24 Janeiro

Gastronomia e gramática

Pronomes possessivos não são lá coisa a se usar na cozinha, lugar por excelência para compartilhar e dividir. Que o diga a dona Palmirinha Onofre, vítima anterior de um assomo de egoísmo já registrado aqui.

Agora foi a vez de Olivier Anquier, guapo rapaz, declarar em rede nacional, em época de férias escolares e em plena tarde, que non vô acrrrrescentar o leitch quentch na mass ou enton vai cuzinhá meu zoff.
18:25:05 - Pinto -

11 Maio

Modéstia, thy name is Dick

Jornalismo não é profissão, é destino. Não é porque o rapaz é prata da casa, não, mas é preciso espírito cívico, pendor exploratório e estômago de jegue para percorrer a mesma quilometragem gastronômica que nosso Redator Pinto faz a cada semana com um pé nas costas, uma mão no click wheel do Ipod e a cabeça nas nuvens habitadas pela MFK Fisher.

Como nem tudo na vida são quitutes e acepipes, há também os mariscos arenosos e as pastas grano molle: "Benhê, o Pinto ligou e quer levar a gente naquele restaurante de lutador de sumô", "Ah não, é a terceira vez só este mês!", "Cê acredita que o Pinto marcou jantar lá naquele chinês que tem saco de comida de cachorro no banheiro?", "De novo? Ele é sócio daquela imundície?", "Não, não e não, Pasquale não!! E não também para aquela mãe judia que te adotou!!", são alguns dos diálogos ingratos e síncronos que testemunhamos nos últimos anos, a descrever menos a generosidade de nosso Redator e mais a mesquinhez de espírito dos que têm identificador de chamadas.

Impávido, ele vê sua conta corrente minguar, sua Metade Outra embirrar e sua agenda telefônica diminuir, mas não desiste. Um dia a Glória virá. Se não ela, pode ser um tal Marcelo Katsuki, mesmo, que assinou um texto recente na Folha de S. Paulo corroborando tintim por tintim (não, não é especialidade de um Cantão chinês) os pitacos do nosso Redator, que agora deixará de pregar no deserto para ouvidos moucos e bocas grosseironas e passará a dividir uma coluna mensal com Dona Palmirinha no Diário Popular. Aqui, aqui, aqui e aqui, algumas resenhas do Pinto. No Leia Mais, o texto da Folha. [Leia mais!]
22:02:43 - Zeno -