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Resultado da procura

29 Agosto

Xixienópolis

E se a Rua Piauí deixasse de existir, alguém ficaria chateado?
13:45:52 - Pinto -

03 Janeiro

O verdadeiro crime de colarinho branco

Livro de cabeceira

Oompa Loompa é nosso pastor e peruca não nos faltará.

(crdt da marmota : uma matéria deliciosa da piauí deste mês)
22:51:07 - Pinto -

30 Maio

e o piauí, hein?

tem rendas e tem ventas.
20:11:12 - George Smiley -

06 Outubro

O Piauí está em festa e nós celebramos junto

16:48:11 - Pinto -

15 Fevereiro

piauhy etherno, pre.sente

arretas?

eu adoro o blog do nassif pq. lá se ourivezam essas jóias:
o piauí profundo e o armory show. [Leia mais!]
16:36:06 - George Smiley -

01 Outubro

"A bonitona com amnésia"

Cês viram isso? Cartuns publicado pela Piauí deste mês, de um tal Tom Gauld, colaborador do Guardian. Gênio, gênio, gênio.

Tem mais aqui: http://myjetpack.tumblr.com/

Gênio, gênio, OK, só mais um: gênio.
07:28:36 - Zeno -

18 Outubro

Zeno e a arte da conciliação dos extremos

É lícito ter dúvidas em quem votar, se Lula ou Alckmin. Mas o sujeito que larga disciplicentemente sobre o sofá da sala um exemplar da piauí junto com um da Men's Health —não vou diZEr o NOme para não passar por convidado indiscreto— não vai ter esse dilema, e muitos outros (todos os outros, aliás), resolvido nunca.

E agora, se me dão licença, vou ali ver se caso ou compro uma bicicleta.
01:01:16 - Pinto -

To piauí or not piauí

Dando prosseguimento à série de resenhas de banca de jornal, temos o lançamento da piauí, a revista do churrasqueiro com conceito*. Para usarmos as categorias epistemológicas consagradas pelo mestre Daniel Piza, dividamos (ops) os artigos em três grandes grupos e dois subgrupos:

Gostamos: da reportagem sobre Fidel, do guia turístico da Molvânia, dos quadrinhos do Brecht.

Gostamos muito: das fotos espetaculares do Orlando Brito, do incontornável, mas às vezes preguiçoso texto do Lessa, do perfil do operário que caiu do andaime e do registro do voto do Roberto Jefferson (aliás, a seção Esquina promete ser a melhor dentre as seções fixas da revista).

Não gostamos: do texto do Ian Frazier, do conto do Rubem Fonseca, do papagaio do Pompeu de Toledo, dos quadrinhos do hipopótamo (questão de demarcação de território), do diário da novaiorquina.

Indiferentes: as reportagens do telemarketing e do brasileiro seqüestrado no Iraque, o horóscopo, a macaquinha africana.

Melhor texto da revista: Danuza Leão sobre o estilista Guilherme Guimarães.

E um pitaco sobre a indiferença que alguns textos da revista despertam, mesmo que não incluídos na categoria epistemológica respectiva: talvez pela presença do João Moreira Salles (que escreve bem à beça, diga-se) à frente do projeto, acontece aqui o mesmo problema que acomete boa parte dos documentários vistos nos últimos tempos: a falta de transcendência. Em casos bem-sucedidos, o registro colado, rente aos fatos, recortando em minúcias tal ou qual evento ou série de eventos documentados (pode escolher o assunto, o leque de filmes recentes é bem amplo) produz como resultado algo mais que não o tal registro, um pulo do gato dialético (ops) que alterna imanência (ops) e transcendência, que é mais que a soma dos pedacinhos, que está atento ao objeto mas com uma piscada universalizante e, mais importante, que não permite ao espectador que veja o andaime que produz o tal pulo de uma coisa à outra. Quando não dá certo, ficamos vendo um desfile de irrelevâncias que só na cabeça do diretor ou do autor do texto têm importância, como se aquele amontoado meio paratático de elementos guardasse um significado importante que os citados esperam que brote também na cabeça do espectador/leitor por obra do Espírito Santo.

*crdt cam seslaf
11:14:47 - Zeno -

25 Setembro

a construção do subdesenvolvimento

um sousplat lindo feito em parnaíba, no litoral do piauí, custa lá r$4.
chega aqui, pelo circuito de comercio justo, por r$7,50, dentro dos custos p/ manter o pescoço do negóço fora do marde-merda.
chega na gôndola dos peãodeaçúcar dos bairro de bacana a $20, ainda dentro da sensatez mercadológica.
mas, vejabem, chega na mão duma dasluzanta a $ 200.
portanto, divida o q.i. duma nº 4 dessas por 50, e teremos a proporção de estupidez das escolhas matrimoniais dos rapazes daqueles 5% de nossa elite economica e, talvez -gulp-, universitária e c/ 'emmbiêi' 'mmerigáno.
20:07:36 - John Self -

10 Junho

Crítica & Autocrítica

De Daniel Piza, ser com redação e idéias próprias, na sua "Sinopse" (aliás "Gosto/Não Gosto") de hoje no Estadão, lapidamos:

Achei divertida a matéria da revista piauí, escrita por Daniela Pinheiro, sobre os plágios freqüentes da moda brasileira. Jum Nakao, um dos entrevistados, critica com acerto a imprensa especializada que ou não vê ou finge que não vê os abusos. Influência ou citação, mesmo sem crédito, não são a mesma coisa que copiar disfarçadamente. E isto é o que se vê demais no Brasil — nesta Terra dos Papagaios, como já me queixei há tempos (N.daR.: É mesmo?!) — e não só na moda, mas em todas as áreas criativas, da publicidade à imprensa, do cinema à arquitetura, da ciência à televisão. E, mesmo quando não são cópias, apenas "inspirações", quase sempre ficam muito atrás do original.
12:53:48 - Pinto -

18 Julho

renda máxima

o brasil qdo funciona é bonito.
iscrusive, é a melhor defesa contra nós mesmos.

dá trabaio mas num é difíci:
encontre uma associação de gente talentosa
agregue um punhado de gente experta no assunto
organize um monte de projetos por um bom par de anos
consiga um apoio forte
misture e mande bem: [Leia mais!]
00:09:47 - George Smiley -

27 Fevereiro

O nome da rosa

Procura-se um microconto inspirado nos quadrinhos do André Dahmer que comece (e que termine?) assim:

Teixeira, Duarte e Pestana se encontram e resolvem fundar uma Associação com fins lucrativos para as pessoas que se chamam Teixeira, Duarte e Pestana. O sucesso da empreitada é ansiosamente aguardado.

(recordar é viver: além da série dos "Procura-se", imitada até pela revista piauí, houve um tempo neste botequim em que se cometiam microcontos pastichentos de grandes escritores. Já fomos melhores, nós e o país).
09:36:55 - Zeno -

14 Fevereiro

Pautando sempre para pautar melhor

E continuando com os gerúndios e prosseguindo em nossa modesta contribuição de melhorar as pautas da grande imprensa, eis que mais um veículo nobre copia idéia deste bloguezinho nanico (e velha, ainda por cima, de dezembro de 2003): a Piauí deste mês lança concurso entre os leitores, convidando-os a enviar relatos que aproveitem uma frase proposta pela revista. O prêmio será a publicação do texto do leitor no mês seguinte. Desejamos à revista melhor sorte que a nossa, já que a série "Procura-se" suscitou apenas um punhado de contribuições de nossos comentadores à época.
12:17:23 - Zeno -

01 Setembro

Novas aventuras do Homem-Broca

Se a revista Piauí deixasse de existir, eu ficaria chateado.

Lê-se na edição deste mês mais uma do presidente da Phillips, Paulo Zottolo, aquele cujo sobrenome é quase uma confissão. Em sua encarnação anterior, na Nivea, ele teria dito que até sua passagem por lá, claro, a marca seria como Teresina, "que todo mundo sabe que existe, mas ninguém sabe onde fica".

A coisa agora se inverteu: consta que Teresina vai bem, aquele calor danado de sempre, mas ninguém mais ouviu falar foi de Zottolo. A última informação dava conta de uma viagem para a matriz da Phillips, na Holanda, para "compromissos agendados anteriormente".

Nos Países Baixos o nível não é tanto, a gente até supunha. Mas deve haver por lá algum tipo de Roberto Jefferson, nem que seja só no banzo tropical de Zottolo, que fique cochichando no seu ouvido um mantra assim: "Sai daí, Paulo, sai daí rapidinho!".
11:59:30 - Pinto -

08 Abril

Prepare o saco de risadas

"Ficou-me a constatação reforçada tantas vezes, depois ao longo da vida (em elevadores no final de almoços, jantares e festas), de que a nossa liturgia de partidas tem um ritmo que não pode ser abreviado. E que, se os franceses saem sem se despedir, os brasileiros se despedem sem partir."

"Há um diálogo sobre esse tema com Oswaldo Aranha, que, almoçando com ele, em determinado momento não se conteve e disse: 'Gilberto [Amado], por que você não fecha a boca quando come?' Gilberto fulminou: 'Oswaldo, por que você não fecha a boca sempre?'."

"[Pedro Nava] Ao caminhar, ia lendo as lápides eloquentes no elogio dos que ali estavam enterrados: só havia bravos soldados, marinheiros resolutos, magistrados impolutos, esposas amantíssimas, mães extremosas, médicos incansáveis, professores desprendidos. Maravilhado diante de tanta e tão unânime virtude, perguntou ao coveiro: 'Onde é que vocês enterram gente que não presta neste cemitério?'."

Trechos da segunda parte das imperdíveis memórias do embaixador Marcos de Azambuja, na Piauí de abril.
15:28:01 - Pinto -

18 Julho

Vocês sabem quem é?



Nem eu. Topei com a Rebecca Ungerman meio por acaso. Estava procurando outra coisa quando apareceu uma provinha da moça. Caramba, é da qualidade das tenistas do nosso cronista esportivo Jorjão! Em outro departamento, é claro, mais elevado espiritualmente digamos. Tem uma apresentação nos tubos, mas pra ver a Rebecca tu que que ir até Tulsa, Oklahoma, uma espécie de Piauí dos USA só que com grana.

[Leia mais!]
22:31:10 - DJ Mandacaru -

13 Julho

Gilmar amendments

A mesma medida, dois pesos:

- Na Época desta semana (chega aqui de graça, eu leio, fazer o quê?), um perfil requentado e lacunoso de Dantas a partir da matéria anterior da piauí. Revela-se que ele "antecipou" os movimentos do mercado e concluiu que haveria um confisco da poupança, multiplicando os ganhos do banco Pactual.

- Na CartaCapital, o mesmo assunto é descrito de outra forma: Dantas, à época homem-forte da economia do partido Capitães Hereditários, Senhores de Engenho, UDN, Arena, PDS PFL DEM havia sido convidado para o ministério de Collor. Recusou, mas teria sido um dos cérebros por trás do confisco.

A Veja não me dei o trabalho de ler.

Em tempo: não deixa de ser estranho a forma intempestiva como as semanais, fora a Carta, e os jornalões "descobriram" a figura de Dantas, eles que há tanto tempo alertam para a corrupção que grassa no governo federal pós-El-Rey FHC, é claro.
11:34:42 - Pinto -

14 Agosto

Ouro de Zottolo

Deu no BlueBus:

Matriz holandesa pressiona presidente da Philips br por 'movimento'

Está na edição 3194 do Relatório Reservado q circula entre os assinantes. O presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo, está sendo pressionado pela matriz, holandesa, pela adesão da filial brasileira ao movimento 'Cansei' - "Os dirigentes do grupo na Holanda exigiram o desligamento do nome da Philips de qualquer material ou evento alusivo à campanha" - revela. Diz o Relatório - "A voluntariosa e desastrada postura de Zottolo resultou em considerável desgaste institucional para a companhia. A repercussão virou, inclusive, agenda diplomática. A Embaixada da Holanda no Brasil teve de entrar no circuito para desfazer o profundo mal-estar que a postura da Philips gerou junto ao Palácio do Planalto".


CNN News Update: O homem é uma verdadeira broca. Deixa um furo onde passa. Ele não sentirá saudades do Piauí, mas nós vamos sentir saudades dele.
12:22:23 - Pinto -

12 Setembro

Enchente? Que enchente? Daqui do helicóptero não senti nada.

Por precaução, o prédio onde mora é vigiado por seguranças do Grupo GP. Simara não gosta dos serviços da Haganá, empresa que gere boa parte dos edifícios caros nos Jardins, em Higienópolis e na Vila Nova Conceição. "Eles pegam um sujeito, vestem um paletó e acham que isso é proteção", disse. "Aqui é diferente. Se alguém entrar na minha casa, sai morto. (...) Simara Sukarno não costuma aparecer em revistas de celebridades, colunas sociais, jantares beneficentes ou lançamento de produtos (...) Alertei-a que a reportagem a tornaria mais conhecida. "Eu sei, mas não tem problema", ela disse. "Sequestrador lê Caras e O Estado de S. Paulo." (...) Pedi que contasse quanto custaria a festa e ela respondeu: "A diária da Daslu custou 60 mil, o bufê França, 70. A bailarina do Cirque du Soleil, 26 mil. O resto são custos menores. Seis mil pelas máscaras, 6 mil pelas fotos, 5 mil pelo DJ, por aí vai. Na estimativa total, 400 mil reais.(...) "Põe 1 milhão aí na festa."

Para compreender "Diferenciada", artigo de Roberto Kaz na piauí deste mês, só lendo a íntegra (disponível mediante login no site). Fui tentar extrair alguns trechos e quase surto junto com madame Simara. Leia e surte você também.

A dica é do meu amigo MM, dit "maior jornalista do Brasil" pelos seus contraparentes, um sujeito da melhor qualidade, o qual jamais imaginaria que perde tempo lendo este blogue, mas perde. Vai ver é por isso que os jornais estão do jeito que estão.
12:27:02 - Pinto -

14 Março

Uma no cravo, outra na Canela


A descoberta foi do meu amigo polímata Augusto César. Estava escrevendo um artigo sobre Estate - a cançoneta italiana dos anos 60 que foi tirada da vala comum por João Gilberto e alçada à condição de cult - e conhecera a cantora catalã Carme Canela. Tinha pouco material dela, me mandou o que achara pelaí. O artigo acabou sendo publicado na estreante Aldeota, a resposta do Ceará à Piauí. Estate será tema do próximo post do DJ, mas o tio encarregou um dos seus capangas, atualmente homiziado em Barcelona, de rapar a produção da moça. Acabaram de me chegar às mãos cinco bolachinhas da nêga, uma melhor do que a outra.

Pra vocês terem uma provinha da moça, separei o primeiro dela "Introducing Carme Canela & Trio", de 1996, com uma amostra do que está mais espalhado nos discos posteriores: standards de jazz, música folclórica catalã, música brasileira e música pop. Dona Carme brinca legal nas quatro.

Se o senhor é do alto comando da campanha de algum presidenciável, a doação está identificada. Se tu for da Bolsa-Família, meu filho, não há muito o que fazer por você. [Leia mais!]
06:00:49 - DJ Mandacaru -

14 Fevereiro

Tudo o que você sempre quis saber sobre Paris, a escravidão no Brasil, a política brasiliense atual e demais mumunhas, mas não tinha ninguém pra perguntar

Eu me lembro, ah, eu me lembro, de nossa primeira visita ilustre ao blog – sem deméritos aos atuais comentadores, valha-me. Num post sobre um artigo do professor Luiz Felipe de Alencastro, em janeiro de 2004, o próprio resolveu visitar o botequim e responder de punho ao texto. Os anos, como sempre, fugiram pelo horizonte e eis que nosso grande historiador, professor da Sorbonne da Cátedra de História do Brasil, resolveu montar seu blog (crédito à menção no número 4 da revista do churrasqueiro com conceito, a Piauí): é o Seqüências Parisienses, de onde retiramos/roubamos duas contribuições: o trecho abaixo e um link sensacional de mapas antigos (já era dele a dica, em 2004, do site com as obras completas do Voltaire):

"Libération é um grande jornal. Mas Libération agoniza. Está ferido de morte pelo noticiário via Internet e pelos tablóides gratuitos. Em São Paulo e no Rio estes jornais grátis não ameaçam a imprensa por razões logísticas ligadas à distribuição [nota da redação: os boatos são grandes na direção contrária, professor]. Contudo, em Paris, onde cada boca de metrô tem pilhas desta praga, os estragos são grandes na imprensa paga. Sobretudo, como acontece no caso que vitima Libération, quando um tablóide distribuído gratuitamente é editado por jornalistas experientes tirados do jornal pago concorrente.
Pertenço à geração meia-oito que, em Paris, compra há décadas o Le Monde (um vespertino) à tarde para entender o mundo de hoje, e de manhã lê Libération para compreender o mundo que vem por aí. Nesta sexta, Daniel Schneidermann, um dos melhores jornalistas de Libération, publica um artigo pungente sobre a crise do jornal. O que será de nós se Libération morrer?"
00:32:30 - Zeno -

02 Junho

Das tragédias e dos comportamentos distintos de quem as cobre

Salvo engano, o jato da Air France é o terceiro avião derrubado pelo governo Lula, em mais um desastre de responsabilidade pessoal do presidente, claro, que vai-respingar-na-candidatura-da-moribunda-Dilma Roussef, a-ex-terrorista-que-está-empatada-com-José-Serra-nas-pesquisas-de-intenção-de-voto. Digo terceiro porque aviões de pequeno porte caídos deve haver muitos outros, mas não se prestam tanto à comoção pública. Aí, enquanto agora se procura um álibi para a conduta calhorda da grande imprensa num falso debate sobre blogueiros X jornalistas, cobra-se com veemência uma "postura" do governo sobre o ocorrido. Uns o fazem por excelência de caráter; outros, ignoro por quê.

Aconteceu a mesma coisa nos desastres da Gol e da TAM. Indignação seletiva e imputação ao presidente da República. Repórteres viajam de avião, mas não se tem notícia (ainda) de que morem em barracos. Não se cobra a mesma "postura" governamental sobre, por exemplo, vítimas de enchentes que, por falta de meios, jamais teriam como pagar uma passagem num jato comercial. (Aliás, valia a pena também avaliar a cobertura das enchentes em Santa Catarina e no Piauí, onde o PIB é menor as vítimas não têm sobrenome alemão, mas esse é outro debate.) Cadê a indignação quando os passageiros eram de trem? Sim, claro, um tragédia num avião ceifa muito mais vidas, mas ainda assim: não é uma questão de quantidade, se não censitária.

Volto ao ponto. A suposta cisão que opõe blogueiros a jornalistas escamoteia o cerne do que deveria estar sendo discutido, que é uma conduta minimamente decente no tratamento da notícia, qualquer que seja ela, onde quer que escrevam os tratadores. Canalhas serão canalhas em texto impresso ou pixelado, tanto faz. A verdadeira questão é que, nunca antes na história desse país, os absurdos cometidos pela grande imprensa foram tão evidentes e tão combatidos, um após o outro. Curioso notar também como isso só parece comover os bons profissionais que estão no batente das redações. Os maus continuam preconizando a distribuição de brioches aos internautas.
15:57:50 - Pinto -

07 Outubro

R.I.P. 4

Tenho procurado, por várias razões que me são convenientes, me manter à parte (não se entenda isso como neutralidade, que não há) na discussão política, mas não tenho como não me manifestar da forma mais incisiva possível diante da lambança do Estadão, que demitiu a psicanalista Maria Rita Kehl por "delito de opinião", como a própria definiu.

Isso em plena campanha eleitoral, num jornal que transformou a censura que recebeu há 400 e poucos dias em ação de marketing, saiu do armário de maneira louvável declarando voto em Serra "para evitar um mal maior" e não perde a oportunidade de denunciar supostos arreganhos autoritários do governo Lula contra a liberdade de expressão, essa que o Estadão diz prezar.

Tem alguma coisa muito errada nisso aí, ô se tem.

No Leia Mais, a íntegra do artigo "Dois Pesos...", que causou a demissão da colunista. [Leia mais!]
14:29:35 - Pinto -