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Procura



Resultado da procura

15 Abril

Procura-se XV

Retomando nossa série dos Procura-se:

Estou à procura de um conto barthesiano-amoroso onde possa encaixar a seguite expressão: "elucubração decuplicada". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
11:06:54 - Zeno -

27 Agosto

Procura-se XIV

Retomando nossa esquecida série dos Procura-se:

Estou à procura de um conto ensolarado e movido a parkour onde possa encaixar a seguinte frase: "Ele bebia água de manhã como se isso fosse assunto de Saúde Pública". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
08:11:00 - Zeno -

19 Dezembro

Procura-se

Estou à procura de um conto onde possa encaixar as seguintes frases: "Fulana tem as mais belas vírgulas de nossa época" e "Seus travessões são insuperáveis". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
09:07:40 - hubbell -

21 Janeiro

Procura-se II

Estou à procura de um conto policial de tipo metalinguístico onde possa encaixar a seguinte frase: “Havia um cadáver na biblioteca que cumpria o papel de recurso estilístico”. Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
13:26:53 - Zeno -

27 Janeiro

Procura-se III

Estou à procura de um conto urbano de tipo impressionista onde possa encaixar o seguinte trecho: "Olhei pela janela. Só os aposentados e os pombos estavam acordados". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
19:43:25 - Zeno -

13 Fevereiro

Procura-se V

Estou à procura de uma crítica a programas sociais onde possa encaixar o seguinte trecho retirado de Zola (de memória), "os burgueses gostam de jogar água no mar." Pago muito bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.

11:31:35 - Mathieu -

09 Agosto

Procura-se X

Estou à procura de um conto de tipo agressivo-Nova Geração onde possa encaixar o seguinte trecho: "As estrelas caíam no Alabama enquanto Teresa se maquiava". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui para o blog.

07:32:00 - Zeno -

06 Fevereiro

Procura-se IV

Estou à procura de um conto sentimental de estilo elevado onde possa encaixar o seguinte verso de um soneto do Shakespeare, "Dos seres ímpares ansiamos prole", na bonita versão do Ivo Barroso. Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
12:05:11 - hubbell -

21 Fevereiro

Procura-se VI

Estou à procura de um conto de tipo confessional-arrependido onde possa empregar, num sentido não-espacial e não-político, a frase "Virei à esquerda quando era pra virar à direita". Pago extremamente bem, dadas as precondições. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
07:34:00 - Zeno -

23 Março

Procura-se VII

Estou à procura de um conto de tipo erótico-"putaria elegante" onde possa encaixar o seguinte trecho: "ela era uma manifestação do absoluto, um vislumbre do eterno-feminino no meio dessa empiria sem-graça em que vivemos". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
13:04:53 - hubbell -

13 Julho

Procura-se IX

Estou à procura de um conto de tipo épico-biográfico-distanciado onde possa encaixar o seguinte trecho: "Só a modéstia me impede de dizer o que realmente acho". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui para o blog.

(da série Pequenas Manias de Grandeza)
09:31:28 - Zeno -

12 Maio

Procura-se VIII

Estou à procura de um conto de tipo "memorialístico mineiro" onde possa encaixar o seguinte trecho: "Eu era um imbecil em 1990 e continuo a sê-lo X anos (completar conforme a data de publicação do conto) depois". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
17:52:45 - Zeno -

09 Setembro

Procura-se XI

Estou à procura de um conto de tipo briga-de-casal-com-pretensões-literárias onde possa encaixar o seguinte diálogo: "'–Você quer que eu seja o promotor da minha própria infelicidade?' '–É o mínimo que eu espero de você!'". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
07:13:00 - hubbell -

27 Fevereiro

O nome da rosa

Procura-se um microconto inspirado nos quadrinhos do André Dahmer que comece (e que termine?) assim:

Teixeira, Duarte e Pestana se encontram e resolvem fundar uma Associação com fins lucrativos para as pessoas que se chamam Teixeira, Duarte e Pestana. O sucesso da empreitada é ansiosamente aguardado.

(recordar é viver: além da série dos "Procura-se", imitada até pela revista piauí, houve um tempo neste botequim em que se cometiam microcontos pastichentos de grandes escritores. Já fomos melhores, nós e o país).
09:36:55 - Zeno -

25 Dezembro

Correios e Telégrafos

"Metade da população dos Estados Unidos é filatelista e a outra metade procura sê-lo".

(da série "Frases tão velhas que nem lembramos mais de onde tiramos")
07:01:00 - Zeno -

14 Fevereiro

Pautando sempre para pautar melhor

E continuando com os gerúndios e prosseguindo em nossa modesta contribuição de melhorar as pautas da grande imprensa, eis que mais um veículo nobre copia idéia deste bloguezinho nanico (e velha, ainda por cima, de dezembro de 2003): a Piauí deste mês lança concurso entre os leitores, convidando-os a enviar relatos que aproveitem uma frase proposta pela revista. O prêmio será a publicação do texto do leitor no mês seguinte. Desejamos à revista melhor sorte que a nossa, já que a série "Procura-se" suscitou apenas um punhado de contribuições de nossos comentadores à época.
12:17:23 - Zeno -

06 Setembro

Procura-se XII

Procuro um microconto de tipo beatnik-paulistano onde possa cometer pelo menos três erros de concordância, dois de regência e uma meia dúzia de porras e caralhos.

(do nosso correspondente em plagas praieiras e chuvosas do feriadão, a 9000 kbps)
07:50:00 - Zeno -

16 Setembro

Procura-se XIII

Procuro um conto de tipo apocalíptico-redentor onde possa encaixar o seguinte trecho: "Depois que as trombetas anunciarem o final radioativo dos tempos, só sobrarão como testemunhas as baratas e as bordas de pizza recheadas com catupiry e gergelim por cima". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
07:12:00 - Zeno -

26 Abril

Classificados

Procura-se imagem de Luciana Villas-Bôas quando apresentadora do Jornal da Globo, circa virada dos oitenta pros noventa. Fins meramente antropológicos. Pretende-se demonstrar que ela, e somente ela, era capaz de embelezar até noticiário sobre atentados terroristas, queda da bolsa, eleição de Papa, derretimento de geleiras e quetais. Contatos aqui pra equipe do blogue. Gratifica-se.
13:36:58 - hubbell -

05 Maio

Escócia e Japão se encontram em sua garganta

Eis o Michelin dos Duty Frees, o Baedeker dos cachaceiros, o verdadeiro caminho das pedras. Ou melhor, sem pedras, que ninguém é louco de botar gelo nestas preciosidades.

(crdt pelo tôque: nosso ombudsman luiz franz)

(crdt pela procura: nosso omnibebedor george smiley)
07:49:32 - Zeno -

22 Dezembro

Observação solta, a propósito de um Free Jazz anos atrás

Em shows com grande procura, os lugares na platéia costumam se dividir em aquém e além do valor de quem os ocupa, isto é, lugares que o subestimam ("mas eu sou melhor do que este lugar onde me puseram") e lugares que o promovem psiquica ou socialmente ("sentado aqui, sinto-me uma pessoa melhor do que realmente sou"). Só como registro, o meu, naquela noite e graças à gentileza de uma amiga jazzística, era decididamente do segundo grupo.
08:15:00 - Zeno -

02 Março

Aviso à praça

Às dezenas de leitores que continuam a se achegar diariamente aqui à procura de informações sobre a milagrosa dieta do Dr. Atkins: nós temos razões para crer que Dr. Atkins não morreu de colapso cardíaco.

Acreditamos que ele passa bem e incógnito. Apenas emagreceu o suficiente para não mais ser percebido pelo olho gordo da concorrência do mercado de dietas.

E deverá novamente vir a público no Dia do Torresmo Final.
10:30:00 - hubbell -

17 Janeiro

Eu me lembro

Eu me lembro de ter jantado numa cantina italiana no Marais. A dona, ao descobrir que eu era brasileiro, veio toda solícita à mesa puxar papo: "Monsieur Amadô vem sempre aqui com sua femme Zeliá". Tartamudeei qualquer coisa e depois emudeci, sorrindo bestão pra ela. Até hoje estou à procura de algo inteligente ou espirituoso que eu poderia ter dito então e não consegui.

(da série "Europa, Terra de Contrastes", ou "Se hoje é terça, então isso aqui deve ser a Bélgica")
06:51:00 - Zeno -

21 Fevereiro

Rimas

De uma menina que já não é tão menina, mas que era quando escreveu. Quem souber de quem é ganha uma bala.

Não passo o sinal vermelho
Não ando de pés descalços
Não ponho o dedo na tomada
Não dou gargalhadas

Não durmo sem baby doll
Não deito depois das 10
Não faço mal criações
Não falo de futebol
Não faço canções

Eu fecho as pernas pra sentar
Eu cuido pra roupa não sujar
Eu tomo o remédio na hora certa
Eu escolho as palavras pra falar
Eu saio na rua à procura de um lugar
Eu espero, eu espero

Eu espero um dia me encontrar
Eu espero um dia
Eu espero um
Eu espero
Eu
22:12:41 - Mathieu -

21 Junho

Essa estranha atração

Não bastassem os adeptos da Dieta do Dr. Atkins, agora são os fãs de Patrick Dimon que recorrem a este prestigioso blogue à procura de informações sobre seus ídolos.

A resposta é de sempre: agradecemos a preferência, mas não sabemos informar. Temos indícios para crer, aliás, que o cantor e o doutor sejam a mesma pessoa.
18:47:47 - Pinto -

06 Fevereiro

Boa noite e boa sorte

Agora que virou moda, qualquer um vai ver filme de cauboiola. Agora quero ver é fazer como eu, cinéfilo incorrigível: fui prestigiar ("Sei...") a estréia de "Brokeback Mountain", no shopping Fray Maneca, fantasiado de John Wayne. Em plena noite de sexta!

Dada a procura, evidentemente que já não havia ingressos disponíveis para as próximas semanas. Então foi o jeito me contentar com "Boa noite, Cinderela", digo, "Boa noite e boa sorte" —frase imortalizada por Paulo Henrique Amorim. De gay, na telona, só mesmo um relance de J. Edgar Hoover.

Filmaço. Um Oscar para David Strathairn e outro para George Clooney.
10:00:00 - Pinto -

13 Outubro

Agora eu entendi

"Quem procura e pondera todas as circunstâncias de uma questão, não a leva a cabo; um espírito de mediana capacidade basta resolvê-la, e tudo pode realizar muito bem, tanto as coisas grandes como as pequenas. Atentai para os indivíduos que dirigem a contento seus negócios: são os menos à altura de nos dizer como o fazem. Ao passo que os outros, que tratam da questão com brilho, nada realizam de útil. Conheço um senhor mui eloqüente, que expõe à perfeição tudo o que concerne à economia doméstica; em suas mãos dissipou-se um patrimônio de cem mil libras de renda."

Do ex-blogueiro, atual twitteiro, Michel de Montaigne, lá pelo ano de 1580 ou 436 a.O. (antes da Olimpíada).
11:28:36 - Zeno -

10 Março

Colegas

se tem um tipo que me irrita é o pernóstico. raramente consigo desenvolver a empatia que gerealmente me toma e que acabam estabelencendo aquela relação de bichinho de estimação que a gente tem com algumas pessoas. mas com o pernóstico não dá. o tipo me tira do sério. eu cá tenho uma teoria de que todo pernóstico tem um passado triste, uma infancia prejudicada e inadequada e que o pernoicismo é uma forma mal suceidda de procura da aceitação. como se ele nao entendesse as regras direito e extrapolasse, passas-e do ponto. to trabalhando com um cara que é pernostico. 2 na verdade.as vezes acho que vou subir na mesa e comecar a gritar ou encher ele de porrada. o pior é que ele é meio grande e a chance de eu apanhar tb. mas fico pensando enquanto ele fala e explica um projeto em seus minimos detalhes:"- será que ele era gordinho?"
23:52:50 - Lama -

11 Dezembro

"Oi, meu nome é Inge, e o seu?"

A cena, verídica, envolve membro do blogue, daí o silêncio da identidade. Com dores nas costas depois de noite mal dormida, nosso herói sai à  procura de algum préstimo médico. Sua companheira, solícita, diz as inacreditáveis palavras: "Tenho aqui o telefone de uma massagista sueca que me foi vivamente recomendada". Anos de conduta cool vieram à tona na resposta "Ah, legal, acho que vou conferir". Algum tempo depois, na sala de espera e de antecipação do consultório, abre-se a porta e uma robusta senhora loura, de uns 65 anos, sorri e pede que ele entre para a consulta. Novamente os anos de auto-controle ajudam na observação mental: "Ah, se ela tivesse uns dez anos a menos... Não, não, não é isso: ah, se eu tivesse dez anos a menos".
09:40:01 - Zeno -

31 Janeiro

Perdão, leitores

Dá cada coisa na Inbox...:

Um desempregado compareceu ao SINE à procura de 'sirviço'. Chegando lá, viu um cartaz escrito "Precisa-se de assistente de ginecologista". Ele foi ao balcão e perguntou pela vaga.

— Pode me dar mais detalhes?

E o funcionário:

— Sim senhor. O trabalho consiste em aprontar as pacientes para o exame. Você deve ajudá-las a se despir e cuidadosamente lavar suas partes genitais. Depois você faz a depilação dos pêlos púbicos com creme de barbear e uma gilete novinha. Depois esfrega gentilmente óleo de amêndoas doces, de forma a que elas estejam prontas para o ginecologista. O salário mensal é de R$ 4.500,00 com carteira assinada e demais benefícios, mas você deve ir até Jundiaí.

— Puxa, são 60 km de São Paulo! É lá o emprego?

— Não, é onde está agora o fim da fila.

(crdt : romim)
10:53:07 - Pinto -

29 Agosto

Nota social

Minirreunião informal na sexta à noite reuniu cinco blogueiros numa mesa de seis pessoas. O sexto, le pauvre, estava lá para corroborar a antiga piada, "metade da população americana é filatelista e a outra metade procura sê-lo". Nenhuma nova aspiração para a humanidade foi traçada, mas o prazer da conversa pode ser estendido aos respectivos sites:

Pensar enlouquece, pense nisso, do Alexandre Farol da Blogosfera Inagaki;

Torpor, da Giu, que há tempos estava em nossa wish list de menções a blogs bacanudos;

E a nossa Assessora para Assuntos Oculísticos, a mal vigiada Cam Seslaf, que escreve as Letras e Cartas Rubras.
12:20:56 - Zeno -

25 Junho

Momento gastro-confessional

Passei uns bons anos à procura de uma nutricionista para me casar. Imaginava um idílio matrimonial composto por uma dieta balanceada, uma boa alimentação, cuidados variados com leguminosas e frutas exóticas, etc. Até o dia em que vi uma delas num programa de TV anunciando as vantagens nutricionais de um pudim de casca de banana. Meu mundo, minha ficha e minha ereção caíram de um só golpe e me vi à deriva alimentar por outros bons anos. Agora, depois de comer um cheese cake de laranja num restaurantchi metido a besta em Buenos Aires, e com as domésticas vênias cabidas (beleza de cacófato), brado para a autora da sobremesa: Pamela! Donde estás tu, para alegrar os poucos anos que me restam com as rútilas e opíparas jóias da pâtisserie portenha e internacional?

(do nosso enviado especial e postre-maníaco a Buenos Aires)
15:58:11 - Zeno -

15 Dezembro

Microconto dostoievskiano

Ele entrou na sala. Puxou a maçaneta com força, para ajustar o trinco emperrado. Abriu a presilha do coldre e tirou o revólver. Vasculhou a gaveta semi-aberta da mesa, pegou uma caixa de munição e preencheu os dois vazios do tambor. Depositou a arma, acendeu um cigarro e foi enxaguar um copo imundo na pia. Deitou no divã e fechou os olhos por um segundo. Colocou a mão no coldre e viu que estava sem a arma. Olhou em volta e a viu na mesa. Pegou a arma e vasculhou o tambor à procura das balas faltantes. O tambor estava cheio. Contou as balas da caixa de munição. Já não sabia se algum dia havia usado aquela arma. Levantou-se e saiu. Na rua, andava sem saber para onde até que se viu diante do prédio onde ela morava. Subiu as escadas, ouvindo o barulhos dos vizinhos brigando e rindo. Chegou ao quarto andar e seguiu pelo corredor até o cômodo que ela dividia com a amiga. A porta estava trancada.
10:52:00 - Sorel -

15 Junho

A foreign anthology

"Não topar com Caetano Veloso ou Chico Buarque em nenhuma antologia da poesia ou da prosa brasileira".

Alcir Pécora, em matéria publicada no Mais! no último domingo e que trazia a lista dos "últimos desejos" de 12 personalidades da cultura brasileira. Por concordarmos (um grão de sal, por favor) com o desejo acima, gostaríamos de lembrar aos leitores mais jovens que Pécora, juntamente com Paulo Franchetti, foi o organizador do volume "Caetano Veloso" da coleção "Literatura Comentada", publicada pela Editora Abril em 1981 e que se encontra irremediavelmente empoeirado aqui em casa. Vale citar a curiosa nota editorial da contracapa: "O esforço para discutir a obra e a personalidade de Caetano Veloso de uma forma aberta fez com que os organizadores (Paulo Franchetti e Alcyr [sic] Pécora) produzissem um livro bastante original, polêmico mesmo, que procura ser tão singular e instigante quanto a obra do próprio autor. O julgamento do mérito e do valor dessa tentativa cabe ao leitor".

(da série "Meu passado me persegue")
08:11:43 - hubbell -

06 Abril

Modesta Proposta Hipopotâmica de Inversão de Sentido

Não sei quanto à nano, mas confesso que a primeira vez que ouvi a expressão pegada ecológica achei que era coisa positiva. Imaginava diálogos como "E aí, e a sua pegada ecológica?", "Rapaz, teve uma vez numa cachoeira em Ilha Bela que...", ou "Não é que eu queira me gambar, mas lá no sertão da Paraíba tem uma cabritinha que até hoje me procura no Facebook", etc. Quando disseram que a minha pegada tinha de diminuir, fiquei chateado, recusei-me até, "Quiéisso, seu moço, mudar o foco, talvez, diminuir nunca!". Bueno, por que entonces não se muda o sentido da expressão, até como homenagem àquela rapaziada tão bem descrita pelo nosso Calasan, comentarista do blog: "Pessoal que abraça árvores, com sandalião de couro, fazendo uns trampos em durepox, assinando e-mails com 'ecoabraços' e levando os netos em pizzarias da Pompéia com um quintalzão no fundo"? Com a mudança, os descritos acima e o restante da população poderiam sair por aí contando vantagens sobre o aumento da pegada ecológica de cada um, numa espécie de "Eu mostro o meu se você mostrar o seu" em versão pós-Protocolo de Kyoto (que, segundo me dizem, is sooo last season; a onda agora é Estocolmo. Ou Oslo. O que só reforça o crescimento da pegada).

Fica a sugestão.
19:28:38 - Zeno -

30 Agosto

Valadares

Para comemorar o ouro do vôlei e o atropelamento do pobre Vanderlei, nada melhor que algumas rodadas de petiscos e alcoóis no primeiro e único Valadares, que agora são três, um em frente ao outro na Rua Faustolo e um terceiro na Rua Coriolano. Antes, duas constatações triviais: beber em bairro é sempre um prazer e um suplício pedestres: ao agrado do deslocamento por calçadas, cachorros e casas térreas junta-se a peregrinação de bar em bar à procura de algum que abra nas silenciosas noites de domingo e enfrente a reclamação dos vizinhos. O Valadares é uma instituição de mais de quarenta anos devidamente louvada por gente mais qualificada que nós, portanto limitemo-nos a duas observações: a caipirinha de vodka, a modestas sete pratas, é bem boa e vem à moda antiga, coada, o que evita as cenas românticas de casais em que um alerta o outro sobre um fiapo mais saliente. Os petiscos são sensacionais, com destaque para o subsetor bolinhos de qualquer tipo. Nossa equipe de campo não teve culhão (segundo o Aurélio, o certo é colhão – alguém sabia?) para provar o culhão de boi que faz a fama da casa, mas há outros acepipes menos improváveis que podem acompanhar as bebidas com igual masculinidade.

Nota: 8,5 graals
09:56:27 - Zeno -

18 Janeiro

3dez, cambio

- estamos c/ 10 0/0 de yamazaki e reduzindo, base.
- tente a nave russa...
- no horizonte, danificada, sinais fracos
- esgotando hakushu, base
- perderemos contato talvez logo
- que merda, base
- é, tem dias que é mesmo assim, falhando nilsom, dêem posição atual
- aqui hoje tá ní­vel stamtisch, sacumé..?
- qui merda é ess...!?!?
- é, tem dias qui só dandum rolê.
- quicaraio de papo é ess? posição, pô!
- to tentando nâo sair fatiado aque.
- dê sua posição, então
- não tenho idéia
- olhe pra onde vc pode, marque um ponto de referencia.
- tem um monte de imbecis à minha direita e um monte de idiotas à minha esquerda.
- tente ir p/ aonde aparece uma placa de 'braços abertos'.
- quicarai, onde tem isso?
- procura, imbecil, não tem outro bar de fundo por perto, vamos perder contato a qualquer momento, tão se fechando todas as janelas de entrada, tá tudo em pedaços, tá um rolê que só, só raspas e restos, pelo espaço todo ....
- uai, isso eu já vi faz tempo, é cazuza.
- mlfaxwfnnfav.... acorda porra.
- to c/o pão do clooney aque, danem-se vcs.
- e são os zenos que tão falando aque, anta, acorda cacete...!
tá cheio de red aque.
- ah, intindi, po, e oba, ue,ue,ue...
a merda é que to caindo no texas.
- perfeito, eles não têm defesas p/uísque bom.
00:25:25 - George Smiley -

30 Abril

Resenhas de quatro palavras

Cinéfilo que é cinéfilo (que é, sempre, gente esquisita que é gente esquisita) conhece e recomenda o site americano Four Word Film Review, em que interneteiros e participantes entusiasmados escrevem resenhas de filmes (em cartaz ou não) obedecendo a um único preceito: como diz o título do site, as resenhas não podem ultrapassar quatro palavras. Os resultados variam entre o trocadilho infame e o simples resumo do enredo, mas sempre há aqui e acolá uma boa sacada que faz a visita valer a pena (como na resenha do "Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock", que virou "Finding Nimoy"). O blog Hipopótamo Zeno, interessado na difusão da cultura cinematográfica para a população de baixa renda e vocabulário mínimo, resolveu aderir ao movimento dos irmãos ao norte do Rio Grande e apresenta, mui modestamente, algumas sugestões de resenhas de filmes em exibição nas salas paulistanas:

Adeus, Lênin:
Tijolo por tijolo

Alguém tem que ceder:
Arapuca para homens

Anti-herói americano:
Quero ser Robert Nerd

Benjamim:
Da mão pro pires

As bicicletas de Belleville:
Mahagony em duas rodas

Diários de motocicleta:
Mocheleiros em duas rodas

Dogville:
Regia cane

Em carne viva:
Harry e Sally hardcore

Encontros e desencontros:
Tokyo gagá

As invasões bárbaras:
O Canadá é aqui

Kill Bill:
Tensão pré-marcial

Osama:
Não é o Bin

A paixão de Cristo:
Mocinho morre no final
15:56:31 - hubbell -

13 Setembro

A grande arte de Mestre Lourimbau




Vocês já devem saber: não existe história simples na Bahia. Com esse disco não foi diferente.
O França, mais do que gentilmente, resolveu desasnar o DJ que vos fala sobre o grande Mestre Lourimbau, a quem só não conhecia devido ao deficiente sistema de divulgação da cultura baiana.
Deu-se que o famigerado torcedor-ricardofreire fez a coisa direitinho: encomendou o disco, pediu autógrafo, mandou carteiro entregar na porta aqui de casa. Aí começou a parte baiana da história.
Guardei o disco no bolso do casaco e saí pra resolver um trampo especialmente complicado no carro de um amigo. Voltei, continuei desenrolando o nó, e só uns dois dias depois me alembrei do disco. Procura aqui, cavouca acolá, QUÊDE A PORRA DO DISCO? Pense na vergonha! Isso faz pra mais de três meses.
Essa semana, tive que ir a Salvador. Rezei prumas três dúzias de orixás, comi acarajé na Ciça, além de evitar ligar pro França, claro - eu tava desarmado. Hoje, o tal do amigo chegou na editora e falou: "Cabra, tu esqueceu um disco no meu carro, bacana, umas coisas de berimbau misturadas com guitarra e baixo, tu vai gostar".

Era mais do que isso: o disco "A Arte de Mestre Lourimbau" é sensacional.

Pra saber dele, dêem um pulinho aqui. Agora, pra saber da história toda, vocês vão ter que esperar o França - um expert em informática, admirado de Barreiras (BA) a Picos (PI) - digitalizar o encarte do disco, que eu não sei nem praonde isso vai. [Leia mais!]
20:15:18 - DJ Mandacaru -

05 Outubro

Finis Hominis, ou o fim da picada

Deve haver algo de muito estranho na sua vida quando você considera que a melhor coisa do dia foi ter assistido a um filme do Zé do Caixão.

Como minha passagem por este mundo sublunar é repleta desses exotismos, esquisitices e outras mumunhas, relato aqui minha última epifania estético-cinematográfica: o imperdível Finis Hominis, do gênio da raça José Mojica "praticamente" Marins. [Leia mais!]
08:53:03 - hunter -

21 Julho

HZ e a literatura infanto-juvenil de antanho

Motivado pela maledência sobre meus métodos de catalogação (que culpa, pergunto, que culpa tenho eu se o sujeito tem só meia dúzia de livros e os guarda pelo critério "Cor da lombada"?) e por um comentário lá no Quinteto Irreverente (leiam, leiam), decidi utilizar o método Wally de procura aqui em casa e encontrei o livrinho da Isa Silveira Leal, "Glorinha Radioamadora". O livro faz parte da famosa série Glorinha, que, descubro, foi iniciada em 1958 pela autora, logo após ter ficado viúva. Vieram, na seqüência, "Glorinha", "Glorinha e a Quermesse", "Glorinha e o Mar", "Glorinha Bandeirante", "Glorinha e a Sereia" e o dito "Glorinha Radioamadora". Não me lembro de absolutamente nada da história ou da Glorinha, mas tenho a desculpa das mais de três décadas de distância da leitura.

Mas o livrinho traz outras coisas batutas. O nome da coleção, por exemplo, "Jovens do Mundo Todo", organizada pela "Profa. Yolanda Cerquinho Prado" (a editora era a Brasiliense). Nos outros lançamentos, na terceira capa, temos Xisto e o Saca-Rolha (havia uma série Xisto, também, não é?), de Lúcia Machado de Almeida, Pantanal, amor-baguá, daquele repórter que perdeu a perna no Vietnã, José Hamilton Ribeiro, com a seguinte sinopse: "Uma temporada na região mais fascinante e desconhecida do Brasil acaba se tornando, para o menino da cidade grande, uma reviravolta em seu próprio mundo. Primeiro ele encontra uma 'Esperança', muito branca. Depois encontra o amor e, com ele, um grande ideal: salvar o Pantanal Matogrossense, um presente que Deus nos deu e que está em perigo". Outro lançamento da coleção, E agora?, de Odette de Barros Mott, traz outra sinopse curiosa: "Tratado com uma linguagem simples e dura, o problema racial, ainda existente no Brasil, é evidenciado na situação de Camila e na destruição de seu relacionamento com Leo."

Lôco, né?
11:17:29 - Zeno -

26 Novembro

Cherry 2000: ela é loira, linda e jovem para sempre

cherry
O ano é 2017 e a piada começa aí. O filme é de 1987 e vamos lembrar que na época as pessoas ainda achavam que o mundo do século XXI seria apocalíptico, baseado em tecnologias por serem descobertas, que a violência estaria fora de controle e que ao redor das cidades existiriam zonas onde o estado e a lei não entrariam. E Cherry 2000 é uma andróide loira, linda e jovem para sempre. [Leia mais!]
00:46:02 - Mathieu -

01 Agosto

Açaí, guardiã, zum de besouro, um ímã

Estimado Zeno, dileto Sorel, querido Mandaca,
Meus caros e meus ácaros,

Dá pena tirar a foto dessa moça do topo do blogue, mas a vida tem que continuar. Passo aqui muito breve apenas para dizer que tenho violado constantemente a regra do duplo amido nas refeições. Não posso fazer nada se as farinhas do local são tão indescritíveis e ubíquas.

A propósito, logo mais testo uma tapioca que comprei para pôr no açaí fresquinho que vende aqui do lado. Não darei notícia se: 1) tiver morrido de azia ou 2) o fruto for proveniente da região de Santarém, onde há um surto de Chagas transmitido justamente dessa forma.

Por conta desses e de outros excessos —limitei minha ingestão de proteínas ao filhote, o delicioso peixe que nem parece de água doce— é que preciso controlar o apetite, do contrário retornarei a SP mais gordo que o torresminho da feijoada de sábado, do qual, aliás, me recordo até agora.

Ainda não consegui comprar os CDs do Pinduca, ainda aguardo as artes do nosso DJ. Porém está prometida para amanhã uma visita à casa do ídolo, com direito a autógrafo e foto. Prometo publicá-la. [Leia mais!]
16:30:00 - Pinto -

02 Junho

Das tragédias e dos comportamentos distintos de quem as cobre

Salvo engano, o jato da Air France é o terceiro avião derrubado pelo governo Lula, em mais um desastre de responsabilidade pessoal do presidente, claro, que vai-respingar-na-candidatura-da-moribunda-Dilma Roussef, a-ex-terrorista-que-está-empatada-com-José-Serra-nas-pesquisas-de-intenção-de-voto. Digo terceiro porque aviões de pequeno porte caídos deve haver muitos outros, mas não se prestam tanto à comoção pública. Aí, enquanto agora se procura um álibi para a conduta calhorda da grande imprensa num falso debate sobre blogueiros X jornalistas, cobra-se com veemência uma "postura" do governo sobre o ocorrido. Uns o fazem por excelência de caráter; outros, ignoro por quê.

Aconteceu a mesma coisa nos desastres da Gol e da TAM. Indignação seletiva e imputação ao presidente da República. Repórteres viajam de avião, mas não se tem notícia (ainda) de que morem em barracos. Não se cobra a mesma "postura" governamental sobre, por exemplo, vítimas de enchentes que, por falta de meios, jamais teriam como pagar uma passagem num jato comercial. (Aliás, valia a pena também avaliar a cobertura das enchentes em Santa Catarina e no Piauí, onde o PIB é menor as vítimas não têm sobrenome alemão, mas esse é outro debate.) Cadê a indignação quando os passageiros eram de trem? Sim, claro, um tragédia num avião ceifa muito mais vidas, mas ainda assim: não é uma questão de quantidade, se não censitária.

Volto ao ponto. A suposta cisão que opõe blogueiros a jornalistas escamoteia o cerne do que deveria estar sendo discutido, que é uma conduta minimamente decente no tratamento da notícia, qualquer que seja ela, onde quer que escrevam os tratadores. Canalhas serão canalhas em texto impresso ou pixelado, tanto faz. A verdadeira questão é que, nunca antes na história desse país, os absurdos cometidos pela grande imprensa foram tão evidentes e tão combatidos, um após o outro. Curioso notar também como isso só parece comover os bons profissionais que estão no batente das redações. Os maus continuam preconizando a distribuição de brioches aos internautas.
15:57:50 - Pinto -

22 Junho

Por que eu nunca pensei nisso?

A FACÇÃO DOS ASPEIROS DIGITAIS

Todo cuidado é pouco com os que fazem aspas com os dedos. Em termos de periculosidade a facção dos aspeiros digitais só se iguala ao destacamento da viração ( pessoas que dizem o tempo todo “então eu virei e falei assim…”, deixando claro que a tática é fazer com que os interlocutores percam o rumo da conversa tentando adivinhar para que lado eles se virarão na próxima fala – “ops, agora foi para a direita e eu achando que era a esquerda; droga, agora ele fez que ia virar e não virou”) e a brigada da pegação (os que vivem dizendo “então eu peguei e falei…”, onde se denotam insofismáveis intenções apalpatórias, o que impede que os interlocutores prestem atenção à conversa por se preocuparem o tempo todo em tapar a genitália e encostar a bunda na parede mais próxima). [Leia mais!]
10:38:58 - Zeno -

11 Agosto

HZumbi - O cemitério das cantoras mortas-vivas

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Não é nem a primeira vez que uma cantora-fantasma aparece no HZ. A Anita Ellis, mencionada no texto abaixo, soltou o trinado aqui faz mais de cinco anos. Mas agora morreu mais uma - Marni Nixon, o que está transformando a expressão cantora-fantasma numa descrição literal dos acontecimentos.

Esse post também inaugura a nova iniciativa tecnológica IoT do HZ - "CtrlC/CtrlV 4.0". Nela, os colaboradores - involuntários - têm seus posts enriquecidos e expostos, em sua crua natureza, pelos canalhas aqui da redação. O escolhido (à sua revelia) para a inauguração foi o jornalista Ruy Castro, que publicou o panegírico na edição de 6 de agosto, na Fôia.

O estigma da cantora-fantasma

Ruy Castro

RIO DE JANEIRO - Morreu em Nova York, aos 86 anos, uma cantora chamada Marni Nixon. Você provavelmente não a conhece. Mas já se cansou de escutá-la — e admirá-la. Basta se lembrar de quando assistiu, no cinema, na TV ou em vídeo, a musicais como "O Rei e Eu" (1956), com Deborah Kerr, "Amor, Sublime Amor" (1961), com Natalie Wood, e "My Fair Lady" (1964), com Audrey Hepburn, e se surpreendeu com essas estrelas como cantoras. Pois tinha razão em se surpreender — quem cantava por elas no filme, sem crédito, era Marni Nixon, uma profissional da ópera.
Parecia o crime perfeito. Os estúdios omitiam seu nome na tela, obrigavam-na por contrato a não revelar sua participação e insinuavam que, se ela contasse, nunca mais trabalharia em Hollywood. Marni obedecia. Mas não podia evitar que alguns se perguntassem, por exemplo, de onde Audrey, com seu sopro de voz em "Cinderela em Paris" (1957), tirara aquele vozeirão para interpretar "I Could Have Danced All Night" em "My Fair Lady". Ou por que a voz de Natalie em "Amor, Sublime Amor" não era a mesma que cantava em "Gypsy" ("Em Busca de um Sonho", 1962) e soava diferente de novo em "À Procura do Destino" (1965).
A morte dos estúdios nos anos 70 decretou o fim desses segredos. Desde então, sabe-se que Anita Ellis cantava por Rita Hayworth em "Gilda" (1946) e Annette Warren por Ava Gardner em "Show Boat" ("O Barco das Ilusões", 1951). Ou que Debbie Reynolds, ao supostamente cantar por Jean Hagen em "Cantando na Chuva" (1952), estava sendo, na verdade, dublada por Betty Noyes.
A própria Marni depois contaria sua história numa autobiografia e em muitas entrevistas, e prosseguiria sua carreira lírica, respeitada por maestros e compositores sérios.
Mas, coitada, nunca se livrou do estigma a que os estúdios a condenaram: o de ser uma cantora-fantasma. 
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14:50:54 - DJ Mandacaru -

15 Novembro

Jornalismo 'Dá ou Desce'

Um breve interlúdio pessoal: estou à procura de uma escola para matricular meu filho. Eis que leio na Veja que o Colégio Porto Seguro, —aliás, bem avaliado no caderno especial do Estadão há uma semana, sobre o desempenho das escolas paulistanas no Enem—, "descia" por "obrigar seus alunos a assinar um panfleto petista". Leio depois nota bastante elucidativa assinada pelo colégio e, adiante, a canhestra justificativa da revista, que segue com grifo meu: [Leia mais!]
23:40:11 - Pinto -

23 Outubro

Vou apertar, mas só vou acender em 1975

A gente fez aniversário e a Folha de S. Paulo resolveu contribuir para a festinha, publicando com um ano de atraso uma pauta que a gente, vírgula, nosso DJ Mandaca, havia dado aqui no botequim, o tal disco de maconheiro que ninguém lembra mais como chama direito. No Leia Mais, o artigo do jornal, publicado na Ilustrada de ontem. [Leia mais!]
07:29:14 - Zeno -